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Floresci das Cinzas romance Capítulo 142

Depois de entregar o presente, Crystal teve um pouco de insônia.

Fábio sabia que a audiência da irmã era no dia seguinte. Ela não o deixou acompanhá-la, mas ele ainda assim mandou uma mensagem.

[Fábio: Irmã, posso esperar por você do lado de fora do tribunal amanhã?]

[Fábio: Não importa o resultado, acho que você gostaria que a primeira pessoa que visse ao sair fosse da família.]

Crystal não disse a Fábio em qual tribunal seria a audiência, então não temia que ele a encontrasse lá dentro.

[Crystal: Tudo bem. Você pode ir sozinho?]

[Fábio: Irmã, faço dezoito anos que vem. Já sou quase um adulto.]

Ela riu.

Era verdade, Fábio logo se tornaria um homem, e ela também estava prestes a renascer.

William Franco também não conseguia dormir.

Ele havia pensado em não comparecer, mas seu advogado o aconselhou a ir. Em um processo de divórcio, a ausência dele não pegaria bem, e, principalmente, ele temia que, como da última vez, a outra parte apresentasse alguma nova evidência.

O advogado de William lhe garantiu que, no tribunal, faria o possível para apresentar sua esposa como uma dona de casa que não entendia de nada, o que, em termos emocionais, daria uma grande vantagem ao marido.

William não tinha objeções, mas só de pensar que Crystal estava determinada a se divorciar dele, sentia um aperto no peito que o deixava sem palavras.

Quando o divórcio fosse finalizado, ele estava disposto a dar a Crystal uma compensação financeira um pouco maior.

Mas só um pouco.

-

Na porta do tribunal, Crystal, vestida de preto, instruiu o irmão:

— Tem uma cafeteria do outro lado da rua. Espere lá dentro, está bem? Não vai acabar rápido, vai levar pelo menos duas horas.

Fábio assentiu.

— A mamãe não sabe que você veio, sabe?

— Eu disse a ela que ia para a biblioteca. Ela não sabe de nada, irmã. — Fábio sorriu.

A presença de Lílian só atrapalharia. Crystal não queria que ela viesse e nem esperava qualquer ajuda dela.

— Vamos, está quase na hora. Sra. Pessoa, podemos entrar.

Crystal seguiu Dante para dentro do tribunal, suas costas retas, a imagem da determinação.

O juiz franziu a testa, sua voz fria.

— Silêncio!

William balançou a cabeça para a mãe e sinalizou para que Grace a segurasse.

— Mãe, não se exalte. Precisamos manter a calma aqui.

Lara respirou fundo e, com esforço, se acalmou.

O advogado de William era especialista em casos de divórcio há dez anos e atacou o ponto fraco de Crystal.

— Em primeiro lugar, meu cliente não cometeu adultério. A suposta amante mencionada pela autora nada mais é do que a cunhada do meu cliente. A viagem em questão ocorreu porque o irmão mais velho do meu cliente faleceu, e, para consolar a cunhada, meu cliente viajou com ela e com a filha que tem com a autora. Onde está o adultério nisso?

William olhou para Crystal.

— É verdade. Eu não a levei porque viajar grávida não seria confortável para ela. Eu não a traí, foi um mal-entendido dela.

— Em segundo lugar, a alegação da autora de que meu cliente praticou violência psicológica por um longo período também não corresponde à verdade. O irmão da autora sofre de uma doença crônica que exige altos custos médicos. Desde que se casou com meu cliente, a autora trabalhou na empresa dele. O salário dela não era suficiente para cobrir as despesas médicas do irmão, e meu cliente, como forma de ajudar a família da esposa, interveio diversas vezes. Onde está a violência psicológica nisso?

***

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