— William, Bárbara ainda é pequena. Ela vai precisar de uma mulher culta e de bom coração para cuidar dela. Eu acho que a filha da Família Ribeiro é uma boa opção. Se você não se opõe, tente conhecê-la melhor.
Muitas palavras ficaram presas na garganta de William, sem conseguir sair.
— Mãe, não estou pensando nisso agora. E não atrapalhe a vida de uma boa moça.
William realmente não sentiu nada por Marta.
— Uaaaaah!
Os dois foram atraídos pelo choro de Bárbara vindo do jardim.
— O que aconteceu com a Bárbara?
Lara correu para fora e viu Marta parada ao lado, sem saber o que fazer, enquanto Bárbara estava caída no chão, com a boca cheia de sangue.
Lara ficou apavorada e não pôde deixar de repreender Marta.
— Marta, o que aconteceu aqui?
William também correu para fora. Ao ver a filha com a boca ensanguentada, seu coração parou por um instante.
Ele a pegou no colo e lançou um olhar frio para a mulher.
— Mãe, vou levar a Bárbara para o hospital. Quanto à Srta. Ribeiro, é melhor que ela vá para casa!
William caminhou apressadamente em direção à garagem com a filha nos braços. Bárbara, embora sentindo dor, achou que tinha valido a pena.
*Heh, agora aquela mulher não vai mais voltar, não é?*
Marta também tinha ficado assustada. Com os olhos vermelhos, ela disse:
— Senhora, eu não fiz nada. Bárbara disse que queria balançar, mas antes que eu pudesse empurrá-la, ela caiu sozinha.
Havia algo que ela não disse: Bárbara havia lhe dado um sorriso estranho e depois se jogado no chão de propósito.
Marta não imaginava que a criança seria capaz de se machucar para incriminá-la.
Era por isso que ela estava tão chocada.
Lara tinha acabado de elogiar Marta para o filho e, logo em seguida, foi como um tapa na cara.
Ela só pôde suspirar.
— Vou pedir ao motorista para levar a Srta. Ribeiro para casa.
A mudança de tratamento, da intimidade de "Marta" para a formalidade de "Srta. Ribeiro", foi instantânea.

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