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Floresci das Cinzas romance Capítulo 168

Após cinco chamadas não atendidas, Gilson finalmente percebeu que algo estava errado.

Ele abriu a conversa com Crystal novamente. A última resposta dela ainda era a que dizia que precisaria fazer hora extra.

Gilson pegou o casaco e foi direto da sua casa para a garagem.

No caminho, ele dirigiu no limite de velocidade de volta para a empresa.

No entanto, ele não foi para o seu escritório, mas direto para o prédio dos laboratórios.

Gilson olhou para o elevador escuro e bateu na porta da sala dos seguranças.

— O que aconteceu com o elevador?

O segurança reconheceu Gilson e se assustou.

— D-Diretor Franco, o elevador quebrou às seis da tarde. Como os técnicos já tinham ido embora, só poderemos consertá-lo amanhã. Os funcionários que fizeram hora extra hoje usaram as escadas.

Gilson se dirigiu para a saída de emergência.

Ele abriu a porta do quinto andar. Estava tudo escuro, exceto por um feixe de luz fraco no final do corredor.

Gilson se aproximou e, através da janela de vidro, viu a mulher encolhida no sofá, dormindo profundamente.

Seu coração se apertou. Ele tentou abrir a porta, mas percebeu que havia um pedaço de chave quebrado na fechadura.

Instantaneamente, o olhar de Gilson se tornou terrivelmente frio.

*Como o Diretor Torres administra o departamento de pesquisa? Quantas vezes isso já aconteceu?*

Gilson encontrou algumas ferramentas, limpou a fechadura e, ao tentar girar a maçaneta, percebeu que a porta estava trancada por dentro.

Ele bateu na janela de vidro. Crystal, que estava no meio de seu segundo sonho, acordou assustada.

Sonolenta, ela ouviu as batidas na porta. Ao abrir os olhos e ver a pessoa do lado de fora, ficou boquiaberta.

*O que Gilson está fazendo aqui?*

Ela foi até a porta para abri-la e descobriu que agora conseguia.

— Diretor Franco?

— Você está bem? — Gilson perguntou, com a testa levemente franzida.

Crystal balançou a cabeça.

— Não sei o que aconteceu, a porta simplesmente não abria. Você chamou alguém para consertar?

Crystal olhou para baixo e notou a caixa de ferramentas aos pés dele.

Parecia que não fora alguém que Gilson chamara, mas ele mesmo quem consertara.

— Diretor Franco, pode ir na frente. Eu me apoio no corrimão e desço devagar — disse Crystal, tentando se soltar da mão dele.

O olhar de Gilson se tornou mais intenso. Ele se abaixou e passou a mão pela cintura dela.

— Desculpe, mas se eu te carregar, chegaremos mais rápido.

Crystal perdeu o equilíbrio e, instintivamente, abraçou seu pescoço.

Eles estavam tão próximos que ela podia ouvir claramente as batidas fortes do coração dele.

Na escadaria escura, o rosto de Crystal ficou vermelho como fogo.

Algo incontrolável parecia queimar dentro dela.

Gilson carregou Crystal rapidamente para fora do prédio dos laboratórios. O segurança, que cochilava, deu um pulo.

*O que foi aquele vulto?*

Se não estivesse sonolento, talvez tivesse reconhecido o rosto de Gilson.

Gilson a levou até o carro e, encostado na porta, fez uma ligação.

— Verifique as câmeras de segurança do quinto andar do prédio dos laboratórios.

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