Ao receber a mensagem, Gilson instintivamente caminhou até a porta de Crystal.
*Dez da noite. Seria tarde demais para bater?*
A mão de Gilson parou antes de tocar a campainha. Com o celular na mão, ele voltou para seu apartamento.
Ele passou a noite inteira remoendo, sem responder à mensagem de Crystal.
Incapaz de dormir, Gilson ligou para Dante.
Dante tinha uma audiência importante na manhã seguinte e já estava dormindo quando o telefone tocou.
Com um pingo de irritação, ele atendeu sem nem abrir os olhos.
— Alô, diga.
— Estava dormindo?
Ao ouvir a voz de Gilson, Dante ficou um pouco surpreso.
Ele, de propósito, não havia contado a Gilson que a sentença já tinha saído.
*Heh, será que ele só descobriu agora?*
Dante respondeu, ainda indiferente:
— Estava.
— Não, não estava. A sentença de vocês saiu, não é?
— ...Sim — respondeu Dante.
— Por que não me contou? — acusou Gilson.
Se ele estivesse preparado, talvez não estivesse se sentindo tão impotente agora.
Dante riu, o sono completamente espantado. Ele se sentou na cama, apoiando-se na cabeceira.
— Sr. Franco, por que eu deveria te contar o resultado do processo da minha cliente?
— E, aliás, o senhor sabe que horas são? São onze da noite, eu preciso dormir!
— Cem mil por quinze minutos. Conversa ou não?
Dante zombou. Quem precisava dos cem mil dele?
Ele também era um herdeiro rico!
— O que você quer conversar?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Floresci das Cinzas
Excelente!!...