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Floresci das Cinzas romance Capítulo 243

Ela tinha a intenção de consolar a pobre mulher, mas, para sua surpresa, Eunice a questionou com frieza, perguntando se ela se sentia feliz em usar os outros.

Ora, e se ela a tivesse usado?

A culpa era de Eunice por ser tão ingênua.

— Grace, onde você está? — perguntou William, animado.

Grace fez uma careta.

— Em casa. O que foi? O jogo de xadrez com o avô Franco correu bem hoje?

A alegria incontida dele transbordava pelo telefone.

— Grace, o tio-avô vai me reconhecer na família!

— É sério? — Os olhos de Grace brilharam.

— Sim, mais sério impossível. A data já está marcada, depois de amanhã! Quero que você venha comigo.

— Claro! — Grace também ficou feliz. Pelo menos o homem que ela escolhera não era uma aposta errada.

— William, e quando vamos nos casar no civil?

William sorriu.

— O dia seguinte ao reconhecimento me parece uma ótima data. Que tal nesse dia?

Grace sorriu, radiante.

— Ótimo! Vou contar ao meu pai!

Daniel nunca gostara muito de William, mas agora que ele seria reconhecido pela Família Franco, ele seria, de certa forma, parte deles.

Isso deveria aplacar as objeções de seu pai.

-

Gilson levou Crystal para jantar fora e também queria que ela visse alguns vestidos de noiva.

Os preparativos para o casamento dos dois estavam em pleno andamento.

O carro passava pela beira do lago quando Crystal viu uma mulher sentada na grade de proteção, cuja silhueta lhe pareceu familiar.

Ela se virou, olhando fixamente, até reconhecer seu rosto.

— Pare o carro!

O motorista encostou imediatamente.

Gilson ergueu uma sobrancelha.

— O que foi?

Crystal franziu a testa.

— Tem alguém ali na beira do lago, parece que está pensando em besteira. Vou dar uma olhada.

— É aquela mulher.

Gilson franziu a testa em sincronia, olhando para trás.

A mulher era Eunice.

Crystal não gostava daquela mulher aparentemente lamentável, que, por um homem, chegara à loucura de tentar se vingar de outra mulher para prendê-lo.

Mas, ao mesmo tempo, Crystal sentiu que, ao vê-la, via a si mesma no passado.

Aquela versão de si mesma: patética, desamparada, desesperada.

Eunice de fato queria morrer. Depois de conversar com Rosa, ela pensou em ir para casa dar uma olhada.

O coração de Crystal se apertou.

— Eu não quero suas desculpas. É só um divórcio. Você tem medo de se divorciar? Eu também sou divorciada. Não é nada demais. Depois do divórcio, você vai descobrir que o mundo tem coisas maravilhosas demais e vai se arrepender de não ter feito isso antes.

Crystal não disse mais nada. Gilson a abraçou e a guiou para longe.

Mas seus ouvidos estavam atentos a qualquer som vindo de trás.

Ela conseguiria entender, não é?

Um baque surdo fez Crystal se virar de repente. Eunice havia pulado da grade e estava de pé no chão.

— Obrigada.

Ela fez uma reverência e se virou para ir embora.

Crystal soltou um longo suspiro de alívio.

De volta ao carro, Gilson perguntou, confuso.

— Por que... você a ajudou?

— Não foi bem uma ajuda. É que, ao olhá-la, eu vi a mim mesma no passado.

Era como se quisesse dizer à sua versão do passado: veja, o divórcio não é o fim do mundo.

Tudo vai passar.

Gilson beijou sua testa.

— Não pense mais nisso. De agora em diante, eu estou aqui.

...

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