Crystal respirou fundo e seguiu o GPS.
Lílian, no banco do passageiro, não parava de resmungar, o que irritava Crystal profundamente.
— Fique quieta.
Se ela continuasse choramingando daquele jeito, acabaria estragando tudo.
— Eu sei que você me acha irritante, mas não consigo evitar. O Fábio não tem sorte: primeiro, aquela doença, e agora isso... Que carma ele está pagando!
Crystal tentou ignorar o que ela dizia, mantendo o carro firme em direção ao destino.
Ela sabia que não podia entrar em pânico.
Lílian chorou por um tempo e, vendo que ninguém lhe dava atenção, finalmente se acalmou.
Uma hora depois, a sessenta quilômetros do destino, Lílian, que estava quieta, soltou um grito.
— Crystal, o sequestrador mandou outra mensagem!
— O destino mudou! Ele quer que a gente saia do carro agora!
Crystal encostou o carro, ligou o pisca-alerta, pegou o celular e deu uma olhada.
Então, avisou à polícia pela escuta que teriam que descer.
O carro da polícia estava a dois quilômetros de distância, mas, no local da entrega do resgate, não havia mais ninguém da equipe de apoio.
Logo, um número anônimo ligou.
— Desçam do carro, sigam reto em direção àquela pequena floresta. Estão vendo aquele galpão? Parem lá!
Crystal disse:
— Quero ouvir a voz do meu irmão.
Ela precisava ter certeza de que ele ainda estava vivo.
— Ele está dormindo agora. Vou te mandar uma foto!
O homem desligou o telefone bruscamente, mas, logo em seguida, uma foto de Fábio, amordaçado e amarrado, foi enviada.
Ao ver a imagem, Lílian começou a chorar de novo, mas Crystal a interrompeu.
— Engula essas lágrimas, saia do carro e pegue o dinheiro do porta-malas! Tome uma atitude!
Lílian, desnorteada, seguiu Crystal.
— Estou com medo, medo que eles o matem mesmo assim.
Crystal estreitou os olhos, olhando para a pequena floresta.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Floresci das Cinzas
Excelente!!...