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Floresci das Cinzas romance Capítulo 330

— Não está quente. Por que seu rosto está tão vermelho?

Crystal desviou o olhar, culpada, comeu duas colheradas de mingau de arroz e balançou a cabeça, dizendo que não queria mais.

Gilson não insistiu e pediu ao motorista que os levasse ao hospital.

Eduardo, que acabara de terminar sua ronda matinal, viu Gilson amparando Crystal no saguão do ambulatório.

— Ué, a cunhada ainda não melhorou?

Gilson pegou sua carteira de identidade.

— Vá, marque uma consulta para minha esposa.

Eduardo pegou o documento em silêncio e foi resignado até o guichê de marcação. Quando entregou a Gilson a ficha para a gastroenterologia, o homem o olhou com indiferença.

— Marcou errado.

Eduardo franziu a testa.

— Vamos primeiro na gastro. Depois que os resultados saírem, vamos para a especialidade correspondente.

Afinal, com náuseas, o mais lógico era ir para a gastroenterologia.

Gilson olhou para a mulher recostada na cadeira de espera e baixou a voz.

— Não é gastro, é obstetrícia e ginecologia.

Eduardo ficou chocado, conectando os sintomas da cunhada.

— Não pode ser. Sr. Franco, você está...

O olhar de Gilson era intenso.

— Vá marcar.

Crystal seguiu o homem para dentro do consultório. O médico, muito experiente, preencheu os pedidos e a encaminhou para a coleta de sangue.

A espera pelo resultado foi longa, e Gilson não tinha certeza se estava certo.

Quando ele pegou o resultado no terminal, sua expressão tornou-se indecifrável.

Crystal se assustou ao vê-lo.

— O que foi? Eu tenho uma doença terminal?

— Que bobagem. — Gilson cobriu a boca dela com dois dedos. — Nunca mais diga uma coisa dessas.

Eduardo contraiu o canto da boca, especialmente ao ver o sorriso que o homem mal conseguia conter.

Sinceramente, Gilson era do tipo que, quando agia, era para valer.

— Sim, o feto tem quatro semanas. Parabéns, vocês serão papai e mamãe!

A mulher, antes apática, pulou da cadeira ao ouvir as palavras do médico.

Crystal ficou perplexa.

— Doutor, não há nenhum engano?

O médico ajustou os óculos no nariz.

— Como poderia haver um engano? Sua menstruação está atrasada e o resultado do exame de sangue não mente.

Um misto de expectativa e medo.

— Você... quer que eu aborte?

Gilson tinha um amor platônico em seu coração. Ele seria bom para o bebê deles no futuro?

Crystal não queria repetir os mesmos erros.

Ela estava com muito medo.

O rosto de Gilson escureceu de repente.

— Por que abortar? Você não quer o nosso filho?

— Ou será que você não quer ter um filho comigo?

O coração de Gilson se apertou. Será que ela ainda tinha William em seus pensamentos?

Crystal fez uma careta e olhou para ele com irritação.

— Não é você quem não quer? Se tivermos um filho, o que acontecerá quando seu amor platônico voltar para o país?

Gilson ficou sem reação.

— Querida, que amor platônico?

Ele se inclinou e beijou seus lábios.

— Meu único amor platônico é você.

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