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Floresci das Cinzas romance Capítulo 345

Dante: — Ai...

— Querida, está doendo. Seja mais gentil.

Elisa: “...”

Não, essa conversa não poderia ser mais sugestiva?

Só então Elisa notou o galo na testa do homem.

Será que ela havia feito aquilo?

Sentindo uma pontada de culpa, ela colocou o braço dele sobre seus ombros novamente. — Tudo bem, comporte-se, vamos para casa.

Onde ela não podia ver, o homem curvou os lábios num sorriso sutil.

O truque da autopiedade era um pouco clichê, mas funcionava muito bem.

-

Quando Gilson chegou em casa, Crystal ainda estava acordada.

Ela esfregou os olhos sonolentos. — Ainda não dormiu?

Gilson beijou seus lábios com ternura, e Crystal soltou um gemido abafado.

O homem, aproveitando-se da situação, segurou sua delicada e macia cintura.

— Meu bem, senti sua falta.

— Hum... — Crystal mal conseguia abrir os olhos.

Ela estava presa em seus braços, sentindo o toque suave e dominador em seus lábios, como uma corrente elétrica percorrendo todo o seu corpo.

Depois de cinco minutos de beijo, Gilson finalmente a soltou.

Crystal estava tonta, mas seu coração batia como um tambor, cada batida ecoando em seus ouvidos, e suas bochechas queimavam incontrolavelmente.

Quando ela se acalmou, Gilson disse com seriedade: — Querida, tenho algo para te contar.

Crystal, preguiçosa como uma gata, murmurou em resposta: — O quê?

— É sobre a Lílian.

A mulher, que estava quase dormindo, despertou instantaneamente.

Ela abriu os olhos lentamente. — O que aconteceu com ela?

— Consegui uma amostra dela e fiz um teste de compatibilidade com você. Vocês não são mãe e filha biológicas.

Alguém que pensaria em usar Lílian para ferir Crystal de forma tão cruel provavelmente sabia da verdade.

— Querida, não fique triste. Você ainda me tem.

Crystal abraçou Gilson, desamparada, e enterrou o rosto em seu pescoço, esfregando-se nele. — Sim, eu sei. Só estou um pouco triste.

Durante todos esses anos, ela se esforçou nos estudos e no trabalho, lutando pela saúde do irmão.

E, no final, nem mesmo o irmão era seu parente de sangue.

Lílian estava apenas a usando para sugar seu dinheiro.

Gilson beijou suavemente as lágrimas em seu rosto. — Não pense mais nisso. Hesitei muito em te contar, mas perguntei à sua melhor amiga, e ela me aconselhou a dizer.

— Não quero que haja mal-entendidos entre nós.

— Quanto a você querer ou não se reaproximar da Família Portela, a decisão é sua.

Família Portela...

Crystal pensou na mulher da foto amarelada. Então, aquela era sua mãe.

— Preciso pensar, Gilson. Minha cabeça está uma bagunça, preciso pensar com calma.

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