— Se for esperta, fique longe do William. Você sabe que ele não te ama.
Crystal não sabia o que havia provocado Grace, mas vê-la sem sua máscara habitual era, de certa forma, revigorante.
— Crystal, não há ninguém aqui, então vou te dizer a verdade. William gosta de mim há muito tempo. Eu sou o amor impossível dele, e você... — Ela zombou com desdém. — você é apenas uma substituta.
— E o mais trágico é que a Bárbara também gosta mais de mim. Então, se continuar se agarrando à família Franco, acabará sendo expulsa.
— Mas não se preocupe. Depois que você for embora, eu cuidarei bem da sua filha. Ela tem apenas quatro anos agora. Quando tiver catorze, vinte e quatro, talvez nem se lembre mais do seu rosto.
Cada palavra era uma facada, mas Crystal já havia sido trespassada por tantas flechas que não sentia mais dor.
— É mesmo? Que bom. Parabéns, em breve você será madrasta!
— Você! — Grace não queria mais perder tempo com provocações. — Espere e verá!
Crystal observou a silhueta de Grace se afastar, pegou o celular e desligou a gravação que havia acabado de iniciar.
Ela sorriu friamente. Se postasse aquilo na internet, será que Grace ainda estaria tão convencida?
Elisa procurou por toda parte, mas não encontrou a amiga.
— Crystal, onde você está?
— Elisa, não estou me sentindo bem, já estou indo para casa. Divirta-se, não se apresse.
— Ah, tudo bem então. É difícil conseguir um carro por aqui. Você vai conseguir um?
Crystal olhou para o aplicativo de transporte, que não mostrava nenhum motorista disponível, e franziu os lábios.
— Já chamei, o carro está quase chegando. Não se preocupe.
Ouvindo isso, Elisa desligou o telefone, mais tranquila.
Crystal pensou consigo mesma que seu casaco ainda estava no carro da amiga. Esperava conseguir uma motorista mulher hoje.
Pegar um carro vestida daquele jeito não era muito seguro.

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