— Não vamos para o mar, não é seguro. Deve haver uma piscina privativa por lá, vamos nadar onde ficarmos hospedados.
Era preciso admitir que aquela ilha particular era realmente enorme. Havia poucas pessoas, e além dos funcionários que os serviam, toda a praia era só deles.
E não havia hotéis, mas uma fileira de pequenas vilas independentes. Cada vila correspondia a uma praia e uma vista para o mar diferentes.
Cada vila tinha seu próprio mordomo exclusivo.
Dante só precisou caminhar na direção oposta a Gilson e seus amigos e escolher um lugar que gostasse para se hospedar.
A área que escolheram ficava exatamente de frente para o pôr do sol.
— Que lindo! — Elisa não esperava que tivessem tanta sorte, pegando justamente o crepúsculo do pôr do sol.
O olhar de Dante era profundo.
— Vamos nadar? Se for à noite, vai estar muito frio.
Elisa pensou por alguns segundos e assentiu.
— Sim, vou entrar para trocar de roupa.
Quando ela saiu, vestindo um maiô rosa de alças finas, Dante já a esperava, recostado na borda da piscina.
Ele a encarou de repente.
A pele branca como jade o fez semicerrar os olhos.
Elisa sempre se vestia de forma ousada, sem cerimônias, afinal, já havia morado no exterior.
Ela e Dante ficaram em lados opostos da piscina. Ao lado dela, havia uma taça de vinho tinto. Bebericando seu vinho na água, ela admirava o pôr do sol.
Era um momento de puro prazer.
Mas ela não viu a figura que se aproximava lentamente.
Assim que o vinho em sua taça acabou, o homem disse com a voz rouca, de repente:
— É bom?
Elisa não entendeu.
— É bom, sim.
— Se você quiser provar, peça ao mordomo para abrir outra garrafa para você.
— Não precisa.
Ele sorriu levemente.
— Eu bebo da sua taça.
Elisa ia dizer que a taça estava vazia quando os lábios quentes e ardentes do homem
a pressionaram.
— Hum...

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Excelente!!...