Desde que se casara, Crystal não tivera muito contato com outros homens.
No trabalho, tudo era estritamente profissional. Ela não sabia se os outros eram como Gilson.
Por que será que aquele homem, descrito por todos como frio e inacessível, parecia sempre um tanto atrevido quando se encontravam?
Mas Gilson a havia ajudado de verdade algumas vezes.
Pensar assim sobre ele parecia um pouco inadequado.
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Sala de reuniões do Grupo Maravilha.
William estava com uma expressão sombria no rosto.
Pela primeira vez, ele perdeu a paciência com o chefe do departamento de pesquisa e desenvolvimento.
— No primeiro semestre deste ano, o investimento total em P&D foi de 9,4 bilhões, um aumento de 10% em relação ao ano passado. A receita, no entanto, caiu 8%. Como você explica este relatório?
O chefe do departamento de P&D também estava desesperado.
— Diretor Franco, os custos de P&D realmente foram muito altos este ano. A pesquisa de drogas com proteínas recombinantes consumiu metade do orçamento. Mas agora que a patente do gene foi revogada, tivemos que paralisar esse investimento.
Ao ouvir isso, as pálpebras de William tremeram e seu coração se apertou.
— Então quer dizer que 4,7 bilhões foram jogados no lixo? Vocês têm 200 pessoas no departamento de P&D e nenhuma delas consegue desenvolver uma nova patente?
Faltou pouco para William apontar o dedo e chamar todos de inúteis.
O rosto de Grace também se fechou. As palavras de William eram uma crítica velada a ela.
Afinal, fora ela quem havia tomado o lugar de Crystal.
Grace sugeriu:
— Diretor Franco, estou em contato com o Dr. Menezes, do laboratório da Universidade Lewton. Ele está desenvolvendo uma nova patente genética. Assim que o registro for aprovado, podemos negociar uma parceria. Isso deve compensar parte das perdas.
William massageou as têmporas.
— Certo, faça isso. A reunião está encerrada!
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