No dia seguinte, Nelso encontrou Marcelo no refeitório, que estava pegando comida para seu professor.
— Pegando comida para o seu professor? — perguntou Nelso.
Marcelo sorriu.
— Sim, Dr. Menezes. O professor não está com muito apetite hoje, queria um pouco de sopa.
— Humpf, claro que ele não tem apetite, vendo que vocês não conseguem avançar na pesquisa. Me dê essa sopa. Vou almoçar com ele! Vendo a minha cara, o humor dele vai melhorar na hora.
Marcelo não concordava muito com isso.
— Acho que não precisa, Dr. Menezes.
Nelso pegou a tigela da mão dele com autoridade.
— Eu disse para me dar!
Em seguida, saiu do refeitório com passos imponentes.
Marcelo ficou ali, sem reação.
Ele temia que o Dr. Menezes derrubasse a comida de seu professor. Os dois viviam se provocando. Será que o professor conseguiria comer alguma coisa?
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Otávio Martins cochilava em seu escritório, de olhos fechados, quando a porta foi aberta bruscamente.
— Otávio, levante-se para comer.
Otávio abriu os olhos e franziu a testa instantaneamente.
— O que você está fazendo aqui?
Nelso colocou a velha marmita dele sobre a mesa com um baque.
— E por que não estaria? Ouvi Marcelo dizer que você estava sem apetite e vim te fazer uma visita.
Otávio deu um sorriso forçado.
— Veio me fazer uma visita? Tenho certeza de que veio para rir da minha desgraça.
Otávio já estava com pouco apetite por causa do calor fora de época, e ver Nelso só piorou as coisas.
Ele sabia que Nelso estava ali puramente para se exibir. Quem não sabia que, assim que sua patente foi desenvolvida, várias empresas de biotecnologia listadas na bolsa correram atrás dele?
Enquanto isso, a pesquisa de seus próprios alunos estava estagnada há mais de um ano e meio.
— Não tenho tempo para rir de você. A propósito, quero te perguntar uma coisa. — Nelso puxou uma cadeira e se sentou, cruzando as pernas. — Você estará na universidade no sábado?
— Não! — Otávio revirou os olhos. — Vou cuidar do meu neto neste fim de semana.
— Tem certeza de que não estará?

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