Grace voltou para casa frustrada, e seu humor no dia seguinte na empresa não era dos melhores.
Azar de quem não percebeu e perguntou:
— Grace, conseguiu fechar a parceria com o Dr. Menezes ontem?
Grace bateu o contrato com força no teclado do computador.
— Pergunta, pergunta, pergunta! Se gosta tanto de perguntar, por que não foi negociar você mesma?
Todos se calaram. A garota que havia feito a pergunta, apenas por educação, quase chorou com a resposta.
A secretária de William, que estava no departamento de P&D, observou a cena em silêncio por um momento.
— Diretora Lopes, o Diretor Franco gostaria de vê-la.
A atitude de Grace mudou cento e oitenta graus. Com um sorriso suave, ela respondeu:
— Claro, já estou indo.
Assim que ela saiu, alguém foi consolar a jovem.
— Ora, por que você foi perguntar logo isso?
A garota respondeu, magoada:
— Eu só perguntei, não podia? Se a negociação não deu certo, poderíamos pensar em uma solução juntas. Por que ela foi tão grossa?
— Quando a Crystal estava aqui, não era assim.
Mas agora era tarde demais para falar sobre isso. Fazia dois anos que Crystal havia sido transferida daquele departamento e quase dois meses que pedira demissão da Maravilha.
Grace ajeitou a roupa e abriu a porta do escritório de William com um sorriso radiante.
Ele havia dito para não procurá-lo, mas não é que mandou alguém chamá-la em seu escritório?
— William, você me chamou!
A satisfação de Grace durou apenas dois segundos. A voz calma do homem a interrompeu:
— Como foi o contato com o Dr. Menezes da Universidade Lewton ontem? Conseguiremos assinar o contrato?
Grace se lembrou de como havia garantido a William que conseguiria a licença, e agora se sentia culpada.


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