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Fragmentos de Nós romance Capítulo 116

— Cale a boca!

Viviane o interrompeu bruscamente.

— O 'amante' de quem você fala é Asafe, o estilista internacional de renome, que foi convidado hoje para cuidar do visual da Srta. Cruz.

Viviane sorriu com desdém.

— Sr. Cardoso, temo que você tenha colocado os chifres na pessoa errada.

O cérebro de André Cardoso ficou em branco.

Como era possível?

Ele negou instintivamente as palavras de Viviane.

Sua esposa, ele a conhecia bem.

Como ela poderia conhecer um estilista internacional?

Além disso, ela não tinha dinheiro.

O rosto de Kelly Farias ficou pálido ao ouvir aquilo.

Ela se recusava a acreditar.

Vera Cruz era uma ninguém.

Todos os seus amigos a abandonaram, e ela não tinha dinheiro.

Como um estilista internacional aceitaria trabalhar para ela?

Kelly Farias agarrou a manga de André Cardoso.

— André, eles devem estar mancomunados...

— Levem-nos. — Viviane não quis mais perder tempo e acenou para os seguranças. — Até que a Srta. Cruz acorde, tratem bem esses dois.

Quando os seguranças se aproximaram, André Cardoso finalmente entrou em pânico.

— Vocês não têm o direito de fazer isso! É sequestro!

Viviane respondeu sem se virar.

— Então chame a polícia. Será uma ótima oportunidade para investigarem o crime de lesão corporal dolosa.

Ela fez uma pausa e acrescentou, de forma significativa.

— A propósito, esqueci de informar ao Sr. Cardoso que a equipe jurídica do Grupo Vereda não pega um caso novo há um ano.

Essa frase foi como um balde de água fria em André Cardoso.

Só então ele percebeu que talvez tivesse se metido com as pessoas erradas.

André Cardoso e Kelly Farias foram levados à força pelos seguranças.

Os curiosos, sem entender direito o que acontecia, ficaram confusos.

Eles queriam ver o desenrolar da história, mas os protagonistas haviam saído.

Percebendo a gravidade da situação, ele arrastou Saraiva escada acima.

Saraiva não estava nem aí.

Seus olhos estavam fixos nas iguarias que via pelo caminho.

Ele se soltou da mão de Antônio Gomes.

— Moleque, você vai me matar! Corri tanto que estou todo suado. Estou com fome, vou comer primeiro e depois vou lá.

Antônio Gomes percebeu que o velho ranzinza estava fazendo birra de novo.

Lembrando-se da urgência da irmã, Antônio Gomes segurou a mão de Saraiva novamente, tentando convencê-lo.

— No terceiro andar tem muito mais comida, uma variedade incrível. Eu te levo lá para comer, a Edina também está lá.

Ao ouvir isso, os olhos de Saraiva brilharam.

— Sério?

— Mais certo que a luz do dia!

E assim, Saraiva foi enganado e levado para o terceiro andar.

Ao entrar, percebeu que não havia comida alguma.

O quarto estava cheio de gente, e na cama havia uma pessoa à beira da morte.

Saraiva lançou um olhar furioso para Antônio Gomes e se virou para sair.

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