Natanael soltou um pouco a respiração, virou-se e olhou para ela, certificando-se de que não estava machucada.
Gerson mal havia se recuperado quando a porta foi empurrada: Vitor entrou apressadamente com seus homens.
— Saiam. — Ele lançou um olhar e disse com voz ríspida.
Os guarda-costas pararam no mesmo instante. Vitor franziu a testa, fez um gesto com a mão e o groupo recuou novamente.
O coração de Nívea se apertou ao ver aquele grupo.
Ela olhou para Natanael e virou-se para olhar a pequena, que estava debruçada no vidro da janela, observando-a com os olhos cheios de preocupação.
Gerson havia trazido tantas pessoas, pelo menos seis.
Eram todos homens fortes e ferozes.
Natanael não tinha um braço, Sophia era tão pequena, e Felipe e Yara não passavam de um jovem casal honesto e trabalhador.
Nívea de repente sentiu medo.
Talvez a sua atitude ao falar agora há pouco não devesse ter sido tão agressiva.
Era apenas tratar a lesão na perna, na pior das hipóteses ela trataria, não havia necessidade de irritá-lo.
Caso contrário, quem sempre sairia perdendo eram as pessoas ao seu redor.
— Natanael, quero conversar com ele a sós, fique de olho na Sophia, tá bom? — Ela disse suavemente.
Natanael virou a cabeça bruscamente: — Não!
Nívea apertou o pulso dele novamente, olhando em seus olhos: — Por favor, não tem problema.
Os dois agiam com intimidade, os olhares que trocavam pareciam de parceiros que se apoiam na dificuldade. Ao ver isso, o rosto de Gerson ficou feio.
— Mas... — Natanael ainda relutava.
— Fique de olho na Sophia. — Nívea abaixou a voz e implorou: — Por favor.
Natanael sentiu pena, mas o olhar de Nívea era tão fervoroso que ele acabou cedendo.
— Vamos conversar lá fora. — Nívea olhou para Gerson.
Gerson tocou o canto dos lábios com a ponta dos dedos e deu um passo para trás.
Nívea puxou Natanael e voltou para o quarto.


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