Noemi ouviu dizer que Romeu estava esperando Pérola na porta e insistiu em acompanhá-la até lá.
Dimas foi junto também.
Nesse momento, Dimas recebeu uma ligação: era o responsável do evento.
Ao meio-dia, o Sr. Pacheco ofereceria um almoço para todos os grandes empresários de Cidade Perene e para os professores participantes do simpósio.
Dimas chamou Pérola e contou a novidade, pedindo que ela perguntasse a Romeu se ele também tinha recebido o convite.
Pérola assentiu: "Vão indo na frente, eu aviso o Romeu. Se ele tiver sido convidado, chegamos um pouco mais tarde."
O carro de Romeu já tinha chegado à porta. Pérola entrou, e Noemi, ao ver o carro executivo de Romeu se afastando, sentiu-se muito feliz.
"Parece que o Romeu realmente se importa com a Pérola", comentou ela.
Dimas, no entanto, estava com um semblante sombrio: "Sim, só não sei quando a Daisy vai aceitar deixá-los em paz e apoiar os dois."
Felipe encontrou Daisy e também se preparava para sair do pavilhão.
Durante toda a manhã, apenas a Luz Labs tinha apresentado algo de valor, e Felipe já estava cansado de ser perseguido pelos curiosos.
Daisy e Felipe receberam ligações ao mesmo tempo. Felipe foi informado pelo organizador sobre o almoço; Daisy, por sua vez, recebeu uma chamada de Rodrigo.
"Hoje ao meio-dia vou oferecer um almoço para todos, no 88º andar do Hotel Pavão, na Sala Céus. Gostaria que você viesse também."
Daisy não gostava de se expor e pensou em recusar.
"É a única oportunidade que vou ter de te ver de novo. Depois que voltar para Cidade Sol, acho que vai demorar muito para nos encontrarmos. Daisinha, você sabe que normalmente não tenho tempo para nada—"
As palavras sinceras de Rodrigo fizeram Daisy se sentir mal em recusar.
"Está bem."
Ela aceitou. Felipe também desligou o telefone.
"O organizador disse que o Sr. Pacheco vai oferecer o almoço. Pedi um lugar extra para você. Venha comigo, vai ser uma boa experiência."
Já preparado para uma possível recusa de Daisy, Felipe tinha até ensaiado o que iria dizer.
"Você é gerente do departamento de investimentos, e no futuro a empresa vai precisar que você faça contato com grandes nomes do mercado. Participar desses encontros é bom para você e para a empresa."
Felipe olhou para ela com convicção: "Daisy, eu acredito em você."
Daisy havia investido o primeiro lucro da VIRO em drones desenvolvidos pelo exército, então lidar com esses empresários não fazia grande diferença para ela.
O principal motivo era ver Rodrigo.
"Vamos."
Daisy não recusou, surpreendendo Felipe.
"Certo, vamos."
Para uma mulher, o mais importante é o respeito próprio — não sair por aí seduzindo homens só porque é bonita.
Pelo menos, Pérola desprezava esse tipo de atitude.
Não era de se estranhar que Romeu não tenha se apaixonado por Daisy em seis anos juntos; aquela mulher era muito tola.
O Hotel Pavão era o mais caro cinco estrelas de Cidade Perene, localizado na área mais valorizada da cidade, não muito longe do pavilhão. O carro de Daisy levou cerca de dez minutos para chegar ao imponente complexo do hotel.
O edifício, grandioso, tocava as nuvens — uma obra assinada por um dos maiores arquitetos do mundo, um lugar onde dinheiro e status falavam mais alto.
Felipe e Daisy chegaram praticamente juntos à entrada do hotel. Ao vê-la sair de um McLaren, Felipe ficou atônito.
"Esse carro?"
Ele achou familiar, mas quando tentou olhar a placa, alguém já veio cumprimentá-lo.
"Diretor Santos, prazer em conhecê-lo."
Era o Diretor Lacerda, da Tecnologia TOP. No pavilhão, ele já tinha tentado conversar com Felipe, mas não havia conseguido uma oportunidade. Agora que o tinha encontrado, não largaria fácil.
Daisy sorriu de leve: "Vou entrando, te espero no restaurante."
Felipe teve que lidar primeiro com Yago Lacerda, conversando enquanto tentava acompanhar Daisy.
Na entrada do hotel, o gerente da recepção, de terno impecável, acompanhou pessoalmente os convidados até o elevador privativo.

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