Daisy conferiu tudo cuidadosamente antes de finalmente se sentar ereta, aliviada.
Vanessa levou Daisy até o hospital. César já estava na cirurgia fazia meia hora e, em mais meia hora, ele estaria saindo. Daisy esperava por ele o tempo todo.
Ela se sentia ansiosa até que o médico saiu da sala de cirurgia.
"Você é parente?"
"Sim."
Daisy assentiu levemente.
"Seu namorado não corre mais perigo, mas precisa de repouso, e nunca mais poderá praticar exercícios intensos. Caso contrário, pode não ter a mesma sorte da próxima vez."
Daisy não se preocupou em explicar sua relação com César, pois não via necessidade.
Ela apenas agradeceu ao médico e, quando as enfermeiras empurraram César em uma maca rumo ao quarto, inesperadamente cruzou com Romeu no corredor.
Frente a frente, Daisy sabia muito bem que ele estava ali acompanhando Pérola.
Sem ter como evitar, Daisy foi obrigada a falar.
"A diretora Pessoa está muito machucada?"
Com um sorriso irônico nos lábios, Romeu respondeu: "Isso é preocupação? Não é à toa que todo mundo da empresa ficou assistindo a corrida, menos você."
Romeu não disse mais nada, apenas seguiu frio pelo corredor. Ao ver Daisy ao lado do homem na maca, seu olhar ficou ainda mais gelado.
Então, depois da separação, ela parecia colecionar admiradores. Ele nunca tinha percebido o quanto Daisy era disputada.
De repente, Romeu se perguntou: durante o casamento deles, será que Daisy já o havia traído?
Daisy não quis explicar nada. Acompanhou César até o quarto VIP.
Naquele momento, César ainda estava sob efeito da anestesia e precisava de cuidados.
Do começo ao fim, ninguém da família Siqueira, nem mesmo Dimas, olhou Daisy nos olhos, como se ela fosse invisível.
Naquele momento, todos só pensavam em Pérola, que ainda estava na sala de cirurgia. Daisy esboçou um leve sorriso nos lábios.
Que família... Ela nem levava o sobrenome deles, mas todos da família Siqueira estavam preocupados com Pérola.
Quando estava viva, Ana esperava que Lourdes, que só tinha orgulho e teimosia, a aceitasse. No fim, Lourdes preferia reconhecer como família a sobrinha do amante do filho, sem laço de sangue, a aceitar a própria nora ou neta.
"Chefe, e o Sr. Fonseca, como ele está?"
A voz de Matias interrompeu Daisy. Ela voltou ao presente e respondeu com um sorriso tranquilo: "Ele está bem, já está no quarto."
Daisy não pensou mais na família Siqueira. Depois que deixou de se importar com quem já considerou família, nada do que fizessem poderia mais afetá-la.
"E aquela piloto de corrida? Ouvi dizer que também foi trazida pra este hospital. Chefe, é verdade que ela usou sua identidade? Por que todo mundo na internet está dizendo que ela é a ‘Vivian’?"

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