Ao acordar pela manhã, Daisy viu Romeu na frente da cozinha americana, preparando algo com muito cuidado.
Ela pisou silenciosamente no tapete com os pés descalços. Mesmo assim, Romeu a notou pelo reflexo no vidro.
Ele se virou, o olhar pousando nos delicados pés dela, franzindo levemente as sobrancelhas.
"Por que não colocou um par de chinelos?"
Daisy olhou para os próprios pés e respondeu com indiferença: "Gosto assim."
Gostava daquela sensação de liberdade.
Romeu soltou um leve "hm": "Já que não tem ninguém em casa, será que também pode ficar sem roupa?"
Daisy não respondeu, e Romeu não deu importância ao olhar que ela lhe lançou. Ele serviu um copo de leite quente e entregou a ela.
"Toma um pouco de leite, preparei o café da manhã, vou esquentar para você. Os ovos são feitos na hora, tem opções tanto do café continental quanto do brasileiro, escolha o que quiser. Tem de tudo na geladeira."
Ele abriu a geladeira como se estivesse mostrando um tesouro, e ela estava completamente cheia.
As mangas dele estavam arregaçadas até os cotovelos; se não fosse pela camisa de alfaiataria exclusiva, Daisy quase acreditaria que aquele Romeu, sempre tão imponente como CEO, estava prestes a se tornar um típico marido caseiro.
Sem o terno, o cabelo impecável dele estava um pouco bagunçado, o que só aumentava seu charme doméstico.
Daisy bocejou suavemente. Quando Romeu se aproximou para apoiá-la, ela se esquivou.
"Estou grávida, não inválida. Não preciso de ajuda para andar."
Romeu ignorou o tom frio e, depois de colocar o café da manhã na mesa, foi direto para o quarto dela.
Daisy abriu a boca, querendo perguntar o que ele ia fazer lá, mas ao ver o par de chinelos nas mãos dele, baixou a cabeça e começou a comer.
"Coloca, vai. Ainda não é verão, o frio começa pelos pés. Você está grávida, se ficar doente não pode tomar remédio, só injeção. Tem que cuidar do corpo."
Em seguida, saiu da mesa e caminhou devagar em direção ao quarto.
Ao passar pela poltrona, não pôde deixar de resmungar: se soubesse, não teria feito cozinha americana. A sala integrada à cozinha fazia com que Romeu atrapalhasse a vista dela e seu humor.
Romeu ficou olhando para as costas dela, seu olhar suavizou um pouco. Mas, assim que ela bateu a porta do quarto na cara dele, ele ficou carrancudo na mesma hora.
Ao meio-dia, todos os pratos já estavam prontos.
A campainha tocou, e a empregada foi abrir a porta. Um a um, cerca de dez homens entraram. Romeu fechou a cara imediatamente.
Kleber viu Romeu e a expressão bonita dele ficou ainda mais carregada.
"O que você está fazendo aqui?"
Todos olharam curiosos para Romeu e, vendo a hostilidade de Kleber, logo entenderam o clima.

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