Depois de mais um mês, a barriga de Daisy Lemos havia crescido ainda mais.
Romeu Reis cuidava de Daisy com dedicação, preparando refeições frescas para ela três vezes ao dia, sem jamais falhar.
A relação entre Daisy e ele permanecia fria. Sempre que Romeu demonstrava um pouco mais de proximidade, Daisy fazia questão de manter distância.
Romeu percebia isso e, conscientemente, respeitava a fronteira invisível entre eles, sem ousar ultrapassá-la.
Daisy soube por Ofélia que Pérola Pessoa já tinha voltado para a Companhia de Tecnologia VIRO, reassumindo o cargo de diretora-geral.
Antes de vender a VIRO, Daisy já havia fechado alguns contratos importantes, e quase todos já estavam sendo implementados ao longo daquele mês.
A VIRO crescia em ritmo acelerado. Ofélia via tudo aquilo e sentia-se inquieta.
Certa manhã, enquanto tomava café na copa da empresa, ligou para Daisy.
"Se você não vier logo, a VIRO vai acabar virando da Pérola de verdade."
Daisy sorriu de leve.
"No momento, não posso ir para Cidade Perene. Preciso esperar o bebê nascer. Se todos os projetos forem concluídos, peço para o responsável aí me enviar um relatório. Não se preocupe com a VIRO. Pérola não vai conseguir levar nada."
Pérola já tinha ajudado Daisy por um mês, o que era suficiente. E Daisy já havia encontrado a pessoa certa para o cargo. Apesar de Ofélia Cruz ser meio estabanada em algumas situações, no trabalho, ela era impecável.
Ao ouvir as palavras de Daisy, Ofélia ficou animada: "O que você está pensando em fazer?"
"Encontrar um novo CEO para a VIRO, para substituir a Pérola."
Depois disso, Ofélia se sentiu como se tivesse tomado uma dose de adrenalina. "Eu te apoio totalmente!"
Daisy estava sentada em sua chaise longue, admirando mais uma vez a vista noturna de Cidade Sol, que nunca se cansava de apreciar.
"Pensei bastante. Quero que você assuma como CEO da VIRO."
Ofélia quase engasgou com o café que acabara de tomar.
"Eu ouvi direito? Isso eu não dou conta! Se a empresa quebrar por minha causa, não dá, não dá mesmo!"
Ofélia recusou imediatamente. Ela até aceitava ser braço direito de Daisy, mas assumir a responsabilidade principal, de jeito nenhum. Conhecia bem suas próprias limitações.
Daisy sorriu suavemente: "Comigo por perto, você vai ter medo de quê? Todos os recursos da Família Reis em Cidade Perene estarão à sua disposição, e eu ainda posso coordenar tudo à distância. Se aparecer qualquer problema complicado, basta me avisar a tempo."
"Além disso, você já trabalhou com a Vanessa Guerra várias vezes. Se conseguiu lidar com a Pérola e ajudou a administrar a empresa para mim, por que agora seria diferente?"


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: HERDEIRA LOUCA: MEU DINHEIRO, FORA VOCÊS!