"Claro que é no sentido literal, não sou aleijada."
A assistente revirou os olhos e decidiu que ainda hoje procuraria o gerente de RH; não queria mais ser assistente da Pérola.
"Diretora Pessoa, aqui todo mundo é igual. Se quiser beber alguma coisa, vá você mesma, não fica querendo mandar nos outros sem motivo."
Alguém apareceu para defender a assistente.
Pérola olhou para a pessoa com os olhos arregalados.
"Eu falei com você? Quem te deu liberdade para se meter?"
"Diretora Pessoa, assim não dá para conversar. Pelo menos o pessoal do nosso setor trabalha direito, diferente de certas pessoas que conseguem fechar contrato dormindo com os outros. Aqui é o departamento de comunicação, não é nenhum cabaré."
Alguém alfinetou Pérola, e ela entendeu perfeitamente; faltava pouco para a chamarem de "garota de programa" na cara dura.
"O quê... o que vocês estão dizendo?"
Pérola tremia de raiva, ainda estava abalada pela bronca que levou do Dimas.
Ela queria descontar sua raiva nesses funcionários, mas o pessoal do departamento de comunicação já estava esperando uma chance para se vingar de Pérola.
"Não finge que não sabe do que estamos falando."
"Você roubou o contrato do Gerente Leite, ele se esforçou tanto, aí você vai lá, dorme com alguém e o mérito fica todo pra você. Não tem vergonha, não?"
"Isso mesmo, cadê sua vergonha? Você mal chegou na empresa, não tem nem uma semana, já acha que só porque é gerente pode roubar o mérito dos outros?"
Um a um, os funcionários insatisfeitos cercaram Pérola.
"Eu sou a chefe de vocês, todos os méritos devem ficar para o gerente do setor, isso é o certo, vocês não sabem disso?"


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