Quando a competição chegou ao fim, Cláudio finalmente conquistou o título de campeão daquele rally. Diante dos gritos dos fãs e das belas mulheres que corriam em sua direção, tentando se agarrar ao seu braço, Cláudio, mesmo tendo ficado em primeiro lugar pela primeira vez, manteve o rosto inexpressivo.
No palco, como esperava, não havia sinal de Julieta. Aquela mulher realmente teve a audácia de desaparecer justo durante sua corrida.
Pela primeira vez, ele se viu querendo correr atrás de uma garota, mas acabou sendo deixado de lado.
"Cláudio, hoje à noite vamos ao bar, já preparamos tudo pra comemorar com você."
Várias mãos pousaram em seus ombros e, no segundo seguinte, alguém o ergueu no ar. Cercado por todos, Cláudio deixou o autódromo.
A noite caiu sem aviso sobre Cidade Begônia, aquela antiga cidade cheia de charme. Sob a influência de milênios de cultura, cada raio de luar parecia revelar a profundidade de suas tradições.
"Sr. Amaral, sozinho assim? Que tal arrumar uma bela companhia pra você?"
Um estalar de dedos soou, e logo apareceu ao lado de Cláudio uma mulher sorridente.
Cláudio se jogou de lado no sofá, e a bela mulher, entendendo o recado, ajoelhou-se à sua frente. Ela o serviu, colocando delicadamente frutas descascadas em sua boca e, depois de ele mastigar, pegava as cascas e caroços que ele cuspia.
No camarote, todos estavam acompanhados. De vez em quando rolava uma ou outra atitude mais íntima, mas nada passava dos limites. Todos percebiam que o Sr. Amaral estava claramente de mau humor naquela noite.
"Estranho não ver o Brito aqui. Ele nunca falta numa ocasião dessas."
Rolando Paiva olhou ao redor, seu olhar passou direto por Cláudio e se voltou para os demais.
Desde que entrou, Cláudio estava de cara fechada, como se alguém lhe devesse dinheiro. Ninguém sabia quem o tinha irritado daquela forma.
"Talvez esteja viajando a trabalho. Ouvi dizer que saiu com o tio dele."


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