Julieta suspirou suavemente, mas também não tinha intenção de culpar a mãe.
Afinal, Daisy só queria entender como ela estava, sem interferir demais em sua vida, nem se meter no relacionamento dela com Hugo.
"Nós dois ainda estamos de mal, não posso dizer que fizemos as pazes. Brigamos feio outro dia, quase perdi o bebê, mas agora está tudo bem."
Ao ouvir sobre a ameaça de aborto, Daisy realmente levou um grande susto.
"Como assim, querida? O que aconteceu entre vocês dois? Tem a ver com aquela mulher de sobrenome Vargas?"
Julieta olhou para Daisy com uma expressão de total incredulidade.
"Até você sabe da Júlia, mãe? O que mais você está escondendo de mim? Afinal, quanto você sabe?"
Daisy não viu alternativa, então tirou do seu bolso uma folha de papel e um gravador.
Bem na frente de Julieta, ela acionou o gravador e mostrou a folha A4, onde Júlia havia escrito uma confissão de próprio punho. O conteúdo do áudio era basicamente o mesmo.
Júlia relatava como ela e Hugo haviam armado para Vinicius. Dizia que estava com Hugo apenas para prejudicar Vinicius.
Julieta não se surpreendeu ao ouvir tudo aquilo. Pelo olhar dela, Daisy percebeu que a filha já sabia o que tinha acontecido.
"Então você já sabe de tudo, não é?"
Foi Daisy quem perguntou, mas não esperava ver a filha tão calma e serena. Não pôde evitar de pensar que talvez, dessa vez, tivesse feito mais do que deveria.
Ela só tinha corrido até ali porque soube que a filha estava hospitalizada e temeu que fosse por causa disso. Mas pelo que via, a crise já estava superada.
"Eu só fiquei sabendo agora há pouco, foi Hugo que me contou esses dias. Mas acho que ele passou dos limites. Ele ficou todo carinhoso com a Júlia na minha frente, e deixou toda Cidade Begônia pensando que Júlia estava grávida dele.
Discutimos tanto por causa disso que quase perdi meus bebês. Você tem noção, mãe? Se eu realmente tivesse perdido, nunca mais poderia ter filhos nesta vida."

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