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Humilhada E Abandonada, Mas No Final Ela Venceu romance Capítulo 198

O medo de Harold não era só que Curtis impedisse Michael de voltar para os Lincolns. O que realmente o inquietava era outra coisa: Curtis só se manteve contido todos esses anos porque ele ainda estava ali, ainda tinha o controle.

Mas quando Harold envelhecesse ou morresse… Com a natureza implacável de seu neto e sua capacidade, ele poderia muito bem matar Michael.

“Você não conhece Curtis”, Harold disse, baixando a voz e fixando o olhar em Denton.

“Sabe como a ex-esposa do seu pai, a mãe biológica de Curtis, morreu? Foi o próprio Curtis. Ele tirou a vida dela. Se foi capaz de fazer isso com a própria mãe… O que te faz acreditar que, só porque não está disputando a herança dos Lincoln, ele deixaria você em paz depois que eu não estiver mais aqui?”

Denton congelou no lugar, chocado. Seus olhos buscavam os de Harold, completamente abalados.

Curtis… Matou a própria mãe?

“Eu… não entendo”, disse Denton, com a voz trêmula.

Ele precisava de respostas. Precisava saber a verdade.

...

Do lado de fora da porta, Curtis permanecia rígido, com seus punhos cerrados tão forte que as veias de suas mãos se destacavam. Seu olhar, era frio e afiado, quase predatório.

Ele sempre tolerou a presença de Michael, deixando que vivesse em silêncio, longe da família. Mas, se Harold o manteve sob vigilância todo esse tempo, se confiava tão pouco nele, então não tinha o direito de reclamar do que viesse depois.

A palma da mão se abriu, e o sangue escorria pelos dedos, pingando silenciosamente no chão.

Quando Ernest correu, já sabendo da situação, Curtis já havia ido embora. Ele não entrou no escritório, apenas se virou e partiu.

No chão, Ernest viu o pequeno rastro de sangue deixado por Curtis.

Ele suspirou profundamente, com seu coração pesado, e balançou a cabeça.

Curtis tinha voltado naquele dia ainda segurando algum fio de lealdade à família. Mas depois disso… Esse fio podia ter se rompido de vez.

...

No hotel, Adriana dormia há horas.

Exausta, completamente apagada, entregue a um sono profundo e pesado.

Quando finalmente acordou, percebeu que Curtis não estava mais ao seu lado.

Sentou-se em pânico e levantou-se rapidamente, prestes a procurá-lo.

Nesse instante, a porta do quarto se abriu.

Curtis havia retornado.

Parecia esgotado, drenado, quase vazio. Havia um peso silencioso na forma como se mantinha parado, encostado no batente da porta.

Já estava escuro, e as luzes do quarto permaneciam apagadas.

Adriana ficou ali, descalça, paralisada, observando-o, seu contorno pouco iluminado pelas sombras.

Seus olhos estavam vermelhos.

Ela sentiu seu coração se apertar e correu para envolvê-lo em um abraço.

“Onde você foi? Tive um pesadelo…”, sussurrou.

Ela sonhou que o casamento deles havia acabado.

“Não tenha medo. Estou aqui”, Curtis murmurou, puxando-a para mais perto.

Acreditava que logo conseguiria dar a Adriana um lar de verdade.

Dizia a si mesmo que seria um bom pai. Mesmo sem saber como, mesmo sem ninguém que o ensinasse, ele tentava, assistindo vídeos, lendo livros, apenas para entender como ser um bom pai.

Mas aquela criança… Ele não conseguiu protegê-la.

Ele falhou. Como filho, nunca foi desejado neste mundo. Como pai, não conseguiu salvar aquela vida frágil que poderia ter mudado tudo.

“Curtis, obrigada por ter entrado na minha vida. Por sua causa, consegui sair de um lugar do qual achei que nunca escaparia. Se não tivesse aparecido, não sei se ainda estaria aqui.” Adriana apoiou a cabeça no ombro dele, falando baixinho.

“Eu só tenho você também…”

Eles eram a salvação um do outro. Sempre foram.

...

Naquela mesma noite, Curtis recebeu uma ligação. Denton recusara ser formalmente aceito na família Lincoln e voltou para Haldoria. Sozinho.

Ele não contou a Juliet nem a Michael. Simplesmente partiu.

Harold já havia enviado pessoas a Haldoria para trazê-lo de volta. Era óbvio que não desistiria de incluir Denton na família.

Curtis suspirou, esfregando as têmporas, mas não disse nada. Desligou sem falar uma palavra.

Adriana dormia tranquilamente em seu colo.

Curtis olhou para ela e beijou suavemente sua testa.

Ele não lutava por poder. Não de verdade. Mas, se não lutasse, não conseguiria dar a Adriana a vida segura e estável que ela merecia. Havia gente à espreita, só esperando o dia em que ele a deixasse ou caísse em desgraça e não pudesse mais protegê-la.

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