Adriana estava trancada em um depósito completamente escuro, apenas esperando a polícia aparecer.
Ela tinha iniciado a transmissão ao vivo antes mesmo de chegar ao Clube Nera. Todos que assistiam viram os seguranças arrancarem seu celular, então alguém certamente ligaria para a polícia.
Adriana também mencionou o local claramente durante a transmissão.
De repente, a porta foi escancarada, e Rufus entrou cambaleando, claramente bêbado.
Natasha tinha enviado ele.
Ela não ia sujar as próprias mãos, mas o irmão estava bebendo no andar de cima.
“Vagab*nda, acha que pode mexer com a minha irmã e sair ilesa?”, Rufus gritou, furioso.
“Acha que isso vai fazer o Matthew te querer? Sonha! Ele vai se casar com a Natasha! Mesmo que eu te mate agora, não vai fazer a menor diferença pra ele!”
Rufus avançou, agarrou a blusa dela e zombou. “Acha que eu não ousaria tocar em você só porque ficou com o Matthew por alguns anos?”
Então, começou a puxar as roupas dela. “Você está acabada...”
Ele xingava sem parar, a voz cheia de ódio.
No espaço apertado e escuro, Adriana não reagiu. Ela deixou que ele fizesse o que quisesse.
Dessa vez, ela não estava mais com medo.
Depois que decidiu lutar até o fim, pessoas como ele não pareciam tão assustadoras, só patéticas.
Ela deixou que ele a jogasse no chão, lhe desse um tapa no rosto e rasgasse suas roupas.
Sangue escorria da boca dela, e o nariz também sangrava.
O rosto inteiro ardia.
Os olhos estavam inchando, quase se fechando.
“Se não fosse tão bonitinha, eu nem olharia duas vezes pra você”, Rufus cuspiu, ainda amargo por ela tê-lo rejeitado anos atrás.
Ele começou a abaixar a calça.
Adriana caiu em cima de algumas coisas jogadas ali. Quando viu o que ele estava prestes a fazer, ela riu friamente.
“Nossa... Nada impressionante”, ela disse, zombando dele.
Rufus tinha o ego frágil, e aquele comentário o fez explodir.
Ele puxou o cabelo dela e bateu a cabeça dela contra a parede.
Bem antes de perder a consciência, alguém chutou a porta, abrindo-a com força.
Houve gritos e confusão do lado de fora.
Adriana mal conseguiu distinguir a polícia discutindo com o gerente do clube.
“Vocês não têm o direito de revistar o local! O seu chefe e eu temos um acordo...”
“Recebemos uma denúncia. Não atrapalhe. Se interferir, vamos te prender também!”
Ainda bem que passei na delegacia e falei com o Sr. Richardson antes...
Estou imaginando coisas?
“Dessa vez... Eu tinha um motivo”, Adriana disse, com um sorriso suave.
Ela estava pronta para morrer por isso, se fosse preciso.
Se ela não estivesse mais aqui, pelo menos o orfanato não seria arrastado também.
“Não se preocupe comigo, Sr. Lincoln. Não sou uma pessoa tão boa assim.” Ela tentou rir, mas fez uma careta de dor.
O rosto dela estava um desastre, inchado e roxo, mas ainda assim era impressionantemente bonito. Ela era o tipo de mulher que chamava atenção sem esforço.
“Falei com o Oficial Richardson antes de ir. Ele chegou a tempo. A Natasha me manteve presa ilegalmente, e o Rufus me agrediu e tentou abusar de mim. Ele vai para a prisão.” Adriana olhou pela janela. Pela primeira vez, o sol parecia quente.
Pelo menos um dos seus problemas tinha acabado.
“Você é ingênua demais...”, Curtis disse, franzindo a testa outra vez.
Ela realmente achou que isso seria suficiente para colocar Rufus atrás das grades.
Se os Jones e o Matthew decidissem protegê-lo, não seria difícil. Bastava pedir alguns favores.
Até mesmo uma transmissão viral desapareceria da memória das pessoas em pouco tempo.
O coração de Adriana afundou enquanto olhava para ele.
Será que todo o meu esforço não deixou nem um arranhão no Rufus?
“O que estou dizendo é... E se ele tivesse te matado? Ou se tivesse conseguido ir à diante?”, Curtis perguntou, encarando o olhar assustado dela. “Tudo isso teria valido a pena?” E, por um momento, ele realmente sentiu pena dela.

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