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Humilhada E Abandonada, Mas No Final Ela Venceu romance Capítulo 304

Curtis apertou ainda mais os dedos de Adriana. Temia que o que estava prestes a fazer pudesse assustá-la profundamente.

Um som agudo ecoou pelo cômodo.

Ele se levantou para atender à porta. Adriana permaneceu imóvel na cadeira, o coração disparado enquanto se recostava, a mente completamente vazia.

Ela não era ingênua. Sabia que esse momento era inevitável.

A pessoa por trás de tudo isso nunca havia mostrado o rosto, mas rondava Curtis como um predador à espreita.

Se esse alguém não conseguisse o que queria, Curtis talvez não saísse vivo dali.

Ele poderia realmente morrer, mesmo que o plano fosse apenas fingir. Por isso, nunca lhe contou nada. Achava que, se dissesse em voz alta, estaria atraindo o azar para si.

Curtis abriu a porta. O homem que apareceu sem ser convidado era Matthew.

— Deixe-me adivinhar. Veio jantar de graça? — Curtis estreitou os olhos.

— Raymond pediu que eu viesse me desculpar pessoalmente. Se você não nos perdoar hoje, falho na minha missão. — O tom de Matthew era neutro, o rosto impossível de decifrar.

Curtis olhou para Adriana, hesitante. Não sabia se deveria deixar Matthew entrar.

— Ainda não contou para ela? — Matthew murmurou.

Curtis se preparava para o pior. Precisava dar tempo para Adriana se preparar também.

— Entre. — A voz de Curtis saiu baixa, enquanto ele se afastava para deixar Matthew passar.

Adriana piscou. Levantou-se automaticamente para receber o visitante, mas assim que viu quem era, seu rosto se fechou.

Ela semicerrrou os olhos. — O que você está fazendo aqui?

— Adriana — disse Curtis, mantendo a calma —, estou trabalhando em um projeto com o Grupo Langford. Assim que tudo estiver pronto, os responsáveis por isso vão vir com tudo para cima de mim. Precisamos estar preparados. Confio em Matthew.

Adriana deu um passo trêmulo para trás. O medo tomou conta de seu rosto.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Finalmente entendeu o que Curtis queria dizer. Eles não iriam parar. Fariam de tudo para destruí-lo.

Se o plano desse certo, ele fingiria a própria morte e esperaria o tempo passar. Se falhasse, morreria de verdade.

Adriana cravou as unhas na palma da mão até sentir dor. Precisava se manter firme.

— Não dá para adiar? Só mais um pouco? — Sua voz saiu trêmula.

— Os Bartons e os Lincolns perseguem esse fantasma há anos. Mesmo que a trilha leve aos Gills, não temos nada concreto contra eles. Adriana, esperar não ajuda mais. — Curtis se aproximou e a envolveu em seus braços.

— Se eu investir todo o meu dinheiro nesse projeto com Matthew, você e o bebê estarão seguros. — Curtis não queria que ela tivesse acesso a um centavo sequer. Era a única forma de mantê-la longe do perigo.

Imaginava sempre o pior.

— Se você sair dessa bem... pode me avisar de algum jeito? — ela sussurrou, encolhida contra o peito dele. — Só... me dê um sinal. Algo que só nós dois entenderíamos.

Ela tinha medo de um dia receber a notícia da morte dele e nem saber se era verdade.

— Se eu sobreviver, peço ao Kenneth que leve um buquê de lírios brancos quando for te ver — murmurou Curtis.

Mas, na verdade, acontecesse o que acontecesse, Curtis planejava que Kenneth levasse aquele buquê.

Ele precisava que Adriana sobrevivesse. Ela tinha que continuar acreditando.

— Está bem... — Adriana se aconchegou ainda mais, rezando em silêncio para que alguma força trouxesse Curtis de volta inteiro.

...

Grupo Langford.

Matthew havia assumido o controle total das ações e da gestão da empresa. Raymond apostou tudo só para tentar alcançar a herança de Curtis.

Na sala de reuniões, Raymond estava rígido e amargo, lançando olhares atravessados pela mesa. — Agora você tem as ações e o controle. Vá atrás de Curtis. Pegue a assinatura dele. Mova o dinheiro.

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