“Pegue o que quiser.”
Dentro da loja de luxo, Curtis estava sentado no lounge VIP enquanto os funcionários traziam todas as coleções mais recentes para Adriana escolher.
Ela estava aprendendo pela primeira vez... Que você não precisava realmente ‘comprar’ em lojas de luxo. Bastava sentar, e eles traziam todos os itens novos e de edição limitada, até mesmo aqueles que não estavam expostos nas prateleiras.
Sentindo uma mistura de emoções, Adriana ergueu o olhar para as bolsas de edição limitada exibidas na parede... Aquelas que, segundo diziam, exigiam gastar três milhões apenas para ter o direito de comprar.
Da última vez que esteve ali, os funcionários nem olharam para ela.
Dessa vez, um deles estava literalmente agachado na frente dela, apresentando os produtos.
“Senhora, você me parece familiar. Já esteve aqui antes?” A vendedora sorriu.
Adriana ficou em silêncio.
“Essa aqui é muito bonita, dê uma olhada”, a vendedora mudou de assunto, rapidamente.
Adriana se virou para Curtis. “Talvez a gente não devesse comprar nada. Não preciso de nada disso.”
Com o estilo de vida e os hábitos de consumo que sempre teve, ela achava tudo aquilo desnecessário.
Uma bolsa que custava centenas de milhares, ou até milhões, não significava nada para ela naquele momento.
“Tudo bem, então vamos a outro lugar”, Curtis respeitou a escolha dela e não insistiu.
Mesmo assim, escolheu casualmente algumas bolsas e joias que achou que combinavam com ela, dizendo a Kenneth para cuidar da compra.
Adriana não discutiu... Curtis realmente tinha bom gosto. Tudo o que ele escolheu parecia ter sido feito para ela.
A vendedora acompanhou Adriana até a saída com uma cortesia exagerada, a atitude mudando mais rápido que uma montanha-russa.
Ela seguiu Curtis distraída, sem saber para qual loja chique ele a levaria em seguida.
“Vamos para a Rua Brightwell”, ele disse, casualmente, quando entraram no carro.
Adriana o encarou, surpresa. “Rua Brightwell? Não é aquela cheia de barracas de comida perto da Universidade de Haldoria?”
“Acabei de te dar um presente de casamento”, Curtis disse, erguendo uma sobrancelha. “Você não deveria me dar alguma coisa em troca?”
Só então Adriana percebeu que também deveria dar um presente para ele. “Ah! Certo... Mas o que eu te daria?”
Curtis provavelmente já tem de tudo, não?
“Tem alguma coisa boa para comer naquela rua?”, ele perguntou.
Os olhos de Adriana se iluminaram. “Tem sim! Tem uma barraca de cachorro-quente onde eu trabalhei. O dono é gente boa, e a comida é maravilhosa!”
Mas assim que disse isso, a empolgação dela diminuiu um pouco. Alguém como Curtis nunca comeria comida de rua, certo?
“Eu gosto de cachorro-quente”, ele disse, concordando. “Vamos experimentar.”
Adriana não conseguiu esconder a empolgação. O chefe dela era surpreendentemente tranquilo.
Pelo visto, realmente não dava para julgar as pessoas pela aparência, nem pelo que os outros diziam.


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