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Inesperadamente Amor, Aos 50 romance Capítulo 2

Liz se virou e foi embora para casa, chegando lá, a primeira coisa que fez foi escrever sua carta de demissão da empresa do seu tio, a segunda foi encontrar passagens disponíveis para o primeiro vôo para qualquer país que fosse longe dali e após ela pegou sua mala e começou a jogar suas roupas dentro.

— Liz! Liz! — enquanto ela jogava as roupas, ouviu os gritos se aproximando. — Liz, o que você fez?! Você não pode amaldiçoar o casamento da sua prima Carla, vocês se tratavam como irmãs! — o tio de Liz aparece, seguido por sua tia, Carla e Lauro.

— Eu posso e eu fiz! É isso o que eu desejo do fundo do meu coração machucado! Desejo que os dois tenham um casamento de merda!

— Liz, pense direito! Beba um calmante e pense bem. Você é forte e pode viajar, trabalhar e sair por aí, Carla é doente e não pode sair de casa, ela e Lauro se apaixonaram e ele se comprometeu a cuidar de Carla. Agora, isso irá aliviar as suas preocupações com sua irmã e você poderá se divertir mais e até, encontrar outro amor, sem culpa. Não seja egoísta. Esse casamento é a única chance de sua irmã ser feliz! — a tia de Liz se aproxima, tentando a consolar.

— Carla é isso, Carla é aquilo… Sempre foi assim. Eu disse que, mesmo que eu me casasse, nunca abandonaria a minha prima, mas vocês querem que eu abra mão do homem que amo e fique feliz por ela? Isso é demais! Como vocês podem me pedir isso? Não pensam que eu já tenho 36 anos e não vou ter muitas chances de ser feliz na vida? Os médicos já me disseram que daqui a pouco não vou poder gerar filhos! E os meus sonhos? Vocês não pensaram? Sou grata a vocês por terem me abrigado quando eu fiquei órfã e por isso, dediquei todo o meu tempo e esforço para retribuir vocês, mas agora, quando chegou a hora de eu ser feliz, vocês me retribuem com traição? Não, não vem me dizer que Carla merece mais a felicidade do que eu, só por ser doente!

— Querida, não pense assim. Eu tenho amigos conhecidos que tem filhos solteiros. Você sempre foi fechada para namoros e eu confesso que não pensei que você queria se casar. As mulheres hoje em dia não pensam mais em formar família e pensam só em trabalhar, e eu acabei pensando que você… esqueça! Vou te apresentar bons homens, que estão a sua altura. Lauro era apenas um estagiário na nossa empresa e não está a altura de se casar com uma CEO, uma mulher tão importante como você. É isso, está decidido, vou te apresentar os pretendentes mais ricos dessa cidade e logo vai perceber que você merece muito mais que um estagiário.

— Então é isso. Vocês acham que meu coração pode ser comprado? Primeiro me oferece um milhão de dólares e depois vem dizendo que vai me apresentar pretendentes ricos?! Não é assim que as coisas acontecem, tio. O amor não é como uma transação de negócios. E sobre eu ser CEO, não quero mais. Tome minha carta de demissão, eu não quero mais ter nenhuma relação com essa família e nem com o negócio de vocês.

— Liz! Mas… isso é sério?! Você não pode fazer isso! Quem eu vou colocar no seu lugar? Sem você a nossa empresa vai à falência!

— Isso não é mais problema meu. Vocês não se uniram para me trair? Agora se unam para resolver o problema.

— Bem, senhor Martinez. Se o senhor quiser, eu posso assumir como CEO da empresa. — Lauro diz e Elizabeth para de fazer suas malas e olha para a cara dele.

— Então era isso, Lauro? Era isso o que queria? Ser o CEO da empresa? Meu Deus, como eu estava enganada sobre todos vocês.

— Não! Ele não vai ser o CEO da empresa, Liz! Tome um chá e se acalme! Você vai deixar uma grande oportunidade como a que você tem por causa de um estagiário?! — o tio de Liz gritou.

— Vou! Eu estou indo embora, tio. Uma coisa que aprendi sobre os negócios é que não se faz negócios com quem a gente não confia e eu não confio em nenhum de vocês mais.

Elizabeth fecha as malas e sai arrastando determinada, em direção a porta.

— Liz, por favor, me perdoe! — Carla se j**a no chão e se ajoelha, pegando na perna de Elizabeth — Não me deixe, prima! Não me deixe! Eu vou sentir muito a sua falta, somos como irmãs, lembra?

— Somos como irmãs?! Que irmã é essa que rouba o noivo da outra? Se quer que eu te perdoe, anule seu casamento!

— Liz… eu… não, eu não posso fazer isso. Lauro não pode voltar para você. — Carla diz, com a voz baixa e envergonhada.

— Foi o que imaginei, meus sentimentos não importam de verdade para vocês. A partir de agora, não quero saber de nenhuma notícia sobre você, Carla! A partir de agora não a considero mais como minha irmã.

Liz se solta de Carla e vai embora, direto para o aeroporto. Ela pegou o primeiro vôo para um país estrangeiro.

Liz estava tranquila sobre se estabelecer, ela era poliglota e tinha boas economias guardadas, dinheiro este que estava guardando para quando engravidasse e precisasse ficar um tempo afastada para cuidar de seu bebê.

Agora, sentia que todos os seus planos futuros estavam destroçados e o sonho de ser mãe tinha ficado para trás.

Ela se sentiu presa pelas escolhas que fez, o seu sonho de se casar e constituir uma família feliz parecia escorrer por entre seus dedos.

Foi então que entrou na empresa, o novo estagiário, Lauro.

De início, Liz não deu nenhuma atenção a ele. Ela não o considerava o homem que deveria ser o seu alvo.

Como estava acostumada, Liz fez um planejamento minucioso, dentro de seis meses, deveria se apaixonar, e tinha um prazo de quatro meses, para se casar e mais dois meses, para conseguir engravidar. 12 meses para alcançar a meta do que ela postergou por anos, era um bom número para ela.

Ela deixou de lado todas as implicações do que poderia acontecer.

“Vou me casar com um homem da minha idade e assim ele não vai me cobrar juventude.”

“Vou congelar os óvulos que ainda me restam e assim terei uma taxa maior de sucesso para engravidar.”

“Vou custear todas as contas do meu casamento e todas as decorrentes da convivência e assim, meu marido não irá pensar em me trocar por outra mulher.”

Ela tinha tudo planejado em uma planilha e em sua cabeça tudo iria dar certo…

Porém, ela não sabia que o amor não pode ser previsto ou calculado.

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