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Inesperadamente Amor, Aos 50 romance Capítulo 4

Liz se virou imediatamente, pensativa. Aquele homem não entenderia todos os sentimentos que estavam passando pelo seu coração naquele momento, nem os seus pensamentos.

Pensar que ela chegou tarde demais, tarde demais para reconstruir os laços quebrados com a única família que lhe restou.

E a culpa? A culpa não era algo podia mensurar. A todo momento ela relembrava o momento em que ela desejou que Carla tivesse dor e sofrimento em seu futuro e agora, sabendo que seu desejo se concretizou, ela não sentia nenhuma satisfação nisso, apenas culpa.

— Senhorita, me desculpe, eu disse que não existia ninguém mais dessa família, pois a menina… eu soube que a menina foi enviada para um orfanato. Talvez até já tenha sido adotada e tenha outro sobrenome, eu não sei. Era uma garotinha linda e saudável, diferente da mãe.

— Onde ela está! — surpreendendo o homem, Liz o puxou através das grades de ferro do portão, pegando-o pelo colarinho — Onde está a menina, diga logo! — ela gritou, descontroladamente.

— Ei, moça! Você está me machucando! — o homem protesta, assombrado com a força de Liz.

— Se quer que eu te solte, diga logo onde está minha sobrinha!

— Moça, eu… eu não sabia que a senhorita Carla tinha uma irmã…

— Cale-se! Diga logo para onde mandaram a menina!

— Eu não sei! Só sei que foi para um orfanato. Olhe, eu sou apenas um empregado, só sei o que as pessoas falam, não sei de coisas tão específicas.

— Inútil! — Liz diz, soltando o homem — Não me admira que esse lugar está todo destruído, você não presta nem para contar uma fofoca direito, imagina como deve ter cuidado desse lugar!?

— Ei moça, você não é a senhorita Elizabeth?

— Como assim?! — Liz se perguntou como aquele homem sabia o seu nome.

— Vendo você tão descompensada, me perguntei se não era a senhorita Elizabeth, pois o senhor dessa casa, antes de morrer, deixou uma correspondência para senhorita Elizabeth, algo que só ela poderia abrir.

— Que correspondência?! Vamos, onde está essa correspondência! — Elizabeth gritou, ela estava realmente descompensada ao descobrir que sua família passou por momentos tão tristes enquanto ela estava longe.

O homem, com um pouco de desconfiança, pegou um envelope velho e rasgado e entregou a ela.

— Não tem nada aí dentro, somente um endereço de um banco. — ele disse e Elizabeth rosnou, percebendo que o homem havia aberto a sua correspondência.

Ela estava muito brava e saiu andando rápido, sem rumo. Liz estava muito brava e o empregado sofreu um pouco da sua ira.

Liz deu algumas voltas pelo bairro onde o seu tio morava, se martirizando por não ter ficado aqui e cuidado da sua família. Voltou a casa algumas vezes, esperando que tudo fosse apenas uma pegadinha.

Agora, olhando para a Liz do passado, ela sentiu vergonha. Se perguntou como que a Liz do passado abandonou as pessoas que a acolheram quando ela ficou órfã, que lhe deram educação e o sobrenome da família, pelo Lauro…

“Que raiva! Lauro não merecia todo o drama que fiz! Com certeza deveria ter presunçoso! Que raiva!”

Capitulo 4 1

Capitulo 4 2

Capitulo 4 3

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