Cauã só saiu de casa à tarde.
Na noite anterior, ele dera; hoje, era hora de cobrar os juros. Não via nada de errado nisso.
Apenas sentiu um pouco de pena da garota na cama.
Vestiu-se, aproximou-se e, ao ver os olhos dela bem fechados, levantou a mão e tocou de leve o rosto dela. Instintivamente, a garota se afastou.
"Levante-se para comer alguma coisa", disse ele.
Leocádia abriu os olhos. Os olhos castanhos, com um toque de medo e confusão, estavam cheios de fragilidade. "Estou muito cansada, como daqui a pouco", respondeu ela, baixinho.
Cauã assentiu levemente com a cabeça e virou-se para sair.
"Cauã!" Leocádia o chamou de repente. Hesitou por um instante e, constrangida, perguntou: "Eu vou... ficar grávida?"
Cauã congelou por um momento, mas logo respondeu: "Vou pedir para a empregada trazer o remédio."
"Tá bom", murmurou Leocádia.
Cauã saiu, e, quando Leocádia já estava quase adormecendo, ouviu a empregada entrar. Ela aproximou-se, explicou como tomar o remédio e, atenciosamente, serviu-lhe um copo d’água.
Depois de tomar o remédio, Leocádia levantou-se, tomou um banho, mas ainda se sentia mal. Acabou não jantando e deitou-se no sofá, adormecendo logo em seguida.
À noite, Cauã retornou. Acendeu a luz e viu que Leocádia ainda dormia.
Aproximou-se e notou que o rosto dela estava anormalmente vermelho. Ao tocar a testa dela, percebeu que ela estava com febre e franziu as sobrancelhas. Tão sensível assim?
Ergueu a mão e deu leves tapinhas no rosto dela. "Acorde, acorde!"
Leocádia abriu os olhos, o olhar turvo e perdido, fitando Cauã sem reação.
Cauã falou com a voz um pouco mais suave: "Você está com febre. Vou chamar um médico."
Os olhos de Leocádia se moveram e, imediatamente, ela segurou Cauã, que já ia sair para procurar um médico, e falou com voz rouca: "Não chame o médico."
Leocádia se agarrou ao cobertor e perguntou, cautelosa: "E você?"
Cauã respondeu como se fosse óbvio: "Também vou dormir na cama."
Felizmente, o homem não foi tão brutal. Depois de tomar banho, deitou-se na cama e apagou a luz.
Leocádia continuou tensa, deitada de costas para ele, sem ousar fazer barulho algum. No escuro, todos os sentidos pareciam aguçados ao extremo.
Depois de muito tempo, Leocádia olhou para trás e viu que ele já dormia.
O sono de Cauã era leve; não fazia barulho algum, como se estivesse sempre alerta.
Leocádia suspirou silenciosamente, virou-se devagar e ficou olhando a luz da lua difusa filtrando-se pela cortina. Sentia-se completamente perdida. Será que o perigo realmente havia passado?
Será que aquelas pessoas a deixariam em paz?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Jogos de Sedução da lua: Despertar do Desejo
Amei a narrativa envolvente do livro e dos diversos romances envolvidos... Parabéns a mente que produziu está belíssima obra❤ A história é longa, porém vivencia-lá não foi cansativo🎉 A espera de mais livros deste autor🎉...
Esse capítulo o tradutor voou, não tem Fernanda , nem Antônio, deve Elda e Carlos....
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Não vai ter continuidade? Yoyo é vicente não terá estória?...
Alguém sabe o nome Chinês desse romance?...
Ainda continua ou já terminou!!!??...
Livro é bom, mas já está um bom tempo pra liberar os capítulos 5514 e os próximos, estão pedindo pra comprar as moedas pra continuar lendo🙄...
Alguém sabe como acha o livro físico? Link?...
Forçaram em querer colocar o Brasil na história. kkkk...