Úrsula abaixou a cabeça, mas seu semblante permanecia indomável. "Sou a guarda-costas pessoal da senhorita, tenho o dever de eliminar todos os obstáculos para ela!"
O rosto radiante de Urcina assumiu uma expressão severa. "Você acha que matando Leocádia o Cauã vai desistir? Ele só vai perder o que o prende e buscar vingança sem limites!"
"Sua tola!"
Úrsula franziu a testa e abaixou ainda mais a cabeça, sem dizer uma palavra.
Urcina respirou fundo e ordenou: "Amanhã eu voltarei. Leve seu grupo de volta à tribo hoje mesmo, não cause mais complicações! Ao retornar, mantenha meu pai controlado, não deixe que ele desconfie de nada."
Úrsula respondeu com respeito: "Sim, senhora!"
"Pode ir!"
Urcina despediu-se, lançando o olhar ao longe, seu semblante tornando-se distante e cheio de significados!
Restavam doze horas até o amanhecer do dia seguinte, dezoito horas até partirem de Cidade Costeira. Depois disso, tudo ali chegaria ao fim!
*
No dia seguinte, Cidade Costeira finalmente recebeu a primeira neve desde o início do inverno.
Os flocos caíram delicados e logo se derreteram ao tocar o chão, deixando o ar úmido. Nuvens negras se acumulavam, pesadas como se quisessem descer sobre a cidade.
Só perto do meio-dia a neve começou a se acumular no solo.
O mau tempo não mudava nada: quem precisava trabalhar ia ao serviço na hora certa, os estudantes seguiam para as aulas, o metrô continuava lotado de gente e os aviões decolavam normalmente...
A velha Senhora Arruda passou metade do dia em seu quarto. Quando resolveu abrir a janela para arejar o ambiente, avistou Leocádia no quintal.
A velha senhora suspirou e sentou-se ao lado dela, puxando-a para um abraço. "Então olhe, minha neta, eu fico aqui com você, vamos ver a neve juntas."
Leocádia se encolheu no colo da avó. O calor daquele abraço rompeu suas últimas defesas, e seus ombros começaram a tremer levemente. "Vovó, eu não tenho mais nada!"
A velha senhora acariciou seus cabelos com doçura. "Tudo o que já foi seu nesta vida, sempre será. Ninguém pode tirar de você. O que o futuro trouxer, será presente dos céus. Espere com paciência."
Leocádia abraçou a avó com força, chorando copiosamente.
"Minha Leocádia..." suspirou a velha senhora, acariciando sem parar a cabeça da neta. "Não tenha medo de perder coisas ou pessoas, só não perca a si mesma."
Talvez sua neta ainda não entendesse, mas um dia entenderia.
Com mãos secas e envelhecidas, ela enxugou as lágrimas do rosto da menina, abraçando-a, acompanhando-a, assistindo à neve e atravessando juntas aquele longo inverno.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Jogos de Sedução da lua: Despertar do Desejo
Esse capítulo o tradutor voou, não tem Fernanda , nem Antônio, deve Elda e Carlos....
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Não vai ter continuidade? Yoyo é vicente não terá estória?...
Alguém sabe o nome Chinês desse romance?...
Ainda continua ou já terminou!!!??...
Livro é bom, mas já está um bom tempo pra liberar os capítulos 5514 e os próximos, estão pedindo pra comprar as moedas pra continuar lendo🙄...
Alguém sabe como acha o livro físico? Link?...
Forçaram em querer colocar o Brasil na história. kkkk...
O livro acabou no capítulo 5515 ....