Tânia virou-se para ele, os olhos marejados de lágrimas e o rosto trazendo uma calma forçada. "Nico, por favor, deixa eu ficar sozinha um pouco, pode ser?"
"Não pode!" Nico parecia sentir a dor que ela carregava naquele momento, o coração apertado por empatia. Ele se compadecia profundamente daquela Tânia, e puxou-a pelo pulso para acolhê-la em seus braços. "Não fica assim, pelo menos você não se machucou. Tudo isso não passa de uma armação, um grande mal-entendido!"
Tânia deixou que a emoção transbordasse, as lágrimas reprimidas caindo com força enquanto ela se debatia e empurrava Nico. "Por que você insiste em ficar em cima de mim? Não pode só me deixar sozinha um instante?"
"Já não viu o suficiente?"
"Vai embora!"
Nico a abraçou com força, sem soltar mesmo quando ela o golpeava com os punhos, o cenho franzido enquanto envolvia seus ombros. Sussurrou, com a cabeça baixa, "Já passou!"
"Eu não vou embora, vou ficar com você. O que acontecer, eu fico com você!"
"Tânia!"
Tânia foi se acalmando aos poucos, as mãos apertando com força a camisa dele na altura da cintura, a cabeça apoiada no ombro dele enquanto soluçava baixinho.
Nico a envolveu ainda mais, protegendo-a completamente em seu abraço, e murmurou com suavidade, tentando acalmá-la. "Se quiser chorar, pode chorar. Não tem problema, aqui só estamos nós dois!"
Ele queria mostrar a ela que podia confiar nele, que não precisava fingir ser forte, nem fingir que nada a afetava; podia mostrar tudo diante dele sem medo.
O tempo passou devagar. A voz embargada de Tânia foi se acalmando, até que ela falou, rouca: "Nico, você veio aqui pra rir de mim?"
Diante dele, seu orgulho já não existia.
"Que tipo de piada machuca o coração, ao ponto de ninguém conseguir rir?" Nico respondeu baixinho.
Nenhum dos dois podia ver o rosto do outro, só podiam sentir, através do abraço, a presença, o calor, e o coração pulsando forte do outro.
Tânia ficou envergonhada, lançou-lhe um olhar irritado. "Você não cansa não?"
Dizendo isso, virou-se e subiu as escadas.
Nico foi atrás, e assim que chegaram ao andar de cima, viram Dona Ferraz abrindo a porta. Ela já tinha se lavado e penteado, parecendo bem menos abatida do que antes.
Ao ver Tânia, abaixou a cabeça, cheia de culpa. "Tânia, me desculpe. Tudo isso foi culpa da mamãe!"
Tânia não respondeu, olhou para Dona Ferraz com um olhar frio e indiferente, e virou-se para o elevador.
Ela já aceitara, há muito tempo, que seus pais não a amavam. O que aconteceu naquele dia apenas a fez perceber isso com mais clareza.
Nico também não tinha nada a dizer a Dona Ferraz, e seguiu Tânia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Jogos de Sedução da lua: Despertar do Desejo
Esse capítulo o tradutor voou, não tem Fernanda , nem Antônio, deve Elda e Carlos....
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Gostei muito mesmo só achei desnecessário tentar adaptar o Brasil,cidades e comidas típicas no meio e a repetição de alguns nomes ou de quem nem estava naquele quadro. Fora isso amei toda a história de todos Q enfrentaram dificuldade para realizar o sonho do amor verdadeiro acompanhados pela lua na maioria das noite. Parabéns ao autor...
Não vai ter continuidade? Yoyo é vicente não terá estória?...
Alguém sabe o nome Chinês desse romance?...
Ainda continua ou já terminou!!!??...
Livro é bom, mas já está um bom tempo pra liberar os capítulos 5514 e os próximos, estão pedindo pra comprar as moedas pra continuar lendo🙄...
Alguém sabe como acha o livro físico? Link?...
Forçaram em querer colocar o Brasil na história. kkkk...
O livro acabou no capítulo 5515 ....