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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 275

O pediatra fez todo o possível e, finalmente, conseguiu trazer a irmãzinha de volta da beira da morte.

Mas a situação ainda era preocupante.

Edite insistiu em ir até a ala pediátrica para ver a filha.

Patricia tentou dissuadi-la: "Mesmo que você vá, não vai conseguir entrar, e seu corpo ainda não está totalmente recuperado. É melhor não se esforçar."

"Eu posso ir de cadeira de rodas." Edite olhou para Patricia, determinada. "Madrinha, desde que eles nasceram, eu ainda não pude vê-los pessoalmente. Sinto uma inquietação no meu coração. Deixe-me vê-la, por favor?"

O coração de Patricia disparou, mas ela tentou manter a calma na expressão.

"Edite, escute a Sra. Patricia." Emerson interveio: "Ouvi dizer que o resguardo é muito importante para as mulheres depois do parto. Olha, posso ir até a UTI neonatal e gravar alguns vídeos para você, tudo bem?"

Edite franziu a testa levemente, observando Patricia e Emerson.

"Por que vocês estão me impedindo de ver minha filha?"

Patricia e Emerson ficaram surpresos.

"Vocês estão escondendo algo de mim?" Edite segurou a mão de Patricia, aflita. "Madrinha, não minta para mim. Diga a verdade, por favor?"

Patricia sentiu um aperto no peito, abaixou a cabeça e não teve coragem de encarar Edite.

A respiração de Edite ficou presa, e ela se virou para Emerson.

"Sr. Guedes, me diga, as crianças estão bem, não estão?"

Emerson apertou os lábios, os olhos marejados; ele queria dizer "sim", mas algo preso em sua garganta o impedia de pronunciar qualquer palavra.

Pela reação deles, Edite intuiu o que havia acontecido.

Um medo imenso a envolveu.

Ela ignorou a dor na barriga e tentou se levantar da cama, apoiando-se com as mãos.

"Edite!" Patricia a segurou rapidamente. "Não se mexa, cuidado para não abrir os pontos."

Edite estava muito fraca; com Patricia segurando seus ombros, ficou completamente imobilizada.

Com os olhos vermelhos, ela olhou para Patricia, quase implorando. "Madrinha, vocês só me mostraram a foto da minha filha. Então… o meu filho... ele já..."

Ela abriu a boca, mas não conseguiu terminar a frase.

As lágrimas escorreram pelo canto dos olhos quando viu Patricia fechar os olhos e assentir levemente.

As pupilas de Edite se contraíram de repente; até a respiração parou.

Ela soltou devagar a mão de Patricia, deixando-a escorregar.

Com a mão no peito, a boca se abriu e se fechou várias vezes, mas não saiu nenhum som.

Patricia chorou ao tentar consolar: "Edite, os médicos fizeram tudo que podiam, não houve jeito. Você precisa ser forte, ainda tem sua filha. Por ela, você precisa reagir…"

O olhar de Edite estava vazio, ela chorava em silêncio, com a mão sobre o peito.

Emerson, ao lado, assistia com o coração partido. Virou-se e enxugou as próprias lágrimas.

O ambiente do quarto ficou carregado de tristeza e dor.

A pessoa que mais tinha motivo para desabar, porém, permanecia em silêncio.

Patricia, preocupada que Edite adoecesse, apertou sua mão, tentando animá-la. "Edite, se quiser chorar, chore. Você vai se sentir melhor."

Edite balançou a cabeça, os olhos vermelhos piscando. Olhou para Patricia. "Madrinha, eu nunca o vi. Quero vê-lo."

Patricia hesitou.

"Deixe-me vê-lo, por favor?" Edite pediu, suplicante.

Davi fechou os lábios, ignorando Emerson, olhando fixamente para Edite com olhos escuros e intensos.

Como Davi não saía, Emerson se aproximou para empurrá-lo.

Os dois homens se encararam, prontos para brigar.

"Quero ver minha filha."

Ambos se surpreenderam e olharam para Edite na cama.

Ela abriu os olhos lentamente, vermelhos, encarando o teto, a voz rouca. "Quero ver minha filha."

Patricia assentiu, chorando. "Está bem, a madrinha vai te levar."

Emerson soltou a camisa de Davi. "Vou pedir uma cadeira de rodas para a enfermeira."

Todos entendiam que a filha era agora o único apoio emocional de Edite.

Por isso, mesmo sabendo da fragilidade dela, ninguém ousou impedir.

Na UTI neonatal.

Com a ajuda de uma enfermeira, Edite vestiu a roupa esterilizada e entrou na UTI amparada.

A bebê estava deitada na incubadora, ligada a vários tubos; o respirador mantinha sua vida.

Edite levantou a mão e tocou suavemente o rostinho da filha através do vidro.

"Ela é tão pequenininha…"

Sussurrou, a voz rouca e quase inaudível: "Filha, seja forte, seu irmão já se foi. A mamãe precisa de você, eu sei que está sendo difícil, mas… por mim, fique… por favor…"

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