Edite não olhou mais para Davi e virou-se, caminhando com passos trôpegos para frente.
"Edite!"
Branca correu atrás dela, ajudando-a a entrar no carro.
Os cílios de Davi tremeram ligeiramente, e ele estava prestes a dar um passo adiante quando Sérgio, já sem paciência, o impediu.
"Davi, deixa pra lá, cara. Agora, ela precisa de outras pessoas, não de você."
Ao ouvir isso, a expressão de Davi ficou ainda mais sombria.
Sérgio, percebendo a situação, balançou a cabeça desapontado. "Cara, você realmente não sabe como se expressar. Ficar ali parado só pra marcar presença, dá nos nervos!"
Davi lançou-lhe um olhar sombrio, permanecendo em silêncio absoluto.
Sérgio suspirou, cada vez mais incrédulo com a situação.
"Olha, não é por nada não, mas você me escondeu esse casamento secreto com a Edite! Agora, só de lembrar das coisas que falei no hotel da última vez, me dá um branco. Não é à toa que a Dra. Borges me olhou daquele jeito. Davi, você me deixou numa roubada…"
Davi não tinha disposição para escutar as queixas de Sérgio. Ele pegou o celular e discou um número: "Chame uma equipe de busca e resgate pra mim, o custo não importa…"
-
Durante três dias de busca, Edite alternava entre esperar à beira do rio e na delegacia.
Branca, que trabalhava no hospital, decidiu tirar uma licença e ficou ao lado de Edite todos os dias.
Até que, na véspera de Natal, o responsável pelo caso informou a Edite que as buscas seriam encerradas, pedindo-lhe que fosse forte.
Edite não disse nada. Ao sair da delegacia, ela mencionou que precisava ir ao mercado.
Branca percebeu que algo estava errado. Desde o incidente com Beatriz, Edite guardava todas as emoções para si, o que era ainda mais perturbador do que um desabafo em prantos.
Mas Branca estava impotente.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...