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Louca? Vocês Ainda Não Pagaram! romance Capítulo 152

O calor da respiração chegou antes mesmo do beijo.

Os lábios se aproximaram, cada vez mais próximos.

No momento em que se tocaram, Hera colocou os polegares sobre os lábios finos de Robson.

Ela beijou os próprios dedos.

Robson esperava que Hera fizesse algo parecido, mas não imaginava que ela teria tanta ousadia.

Ele exibiu uma expressão de incredulidade; ao sentir de verdade a respiração de Hera, todo seu corpo pareceu esquentar.

Por dois segundos, o ambiente ficou em silêncio, até explodir em aplausos e votos de felicidades.

Hera soltou Robson e percebeu que o rosto dele estava um pouco avermelhado, os olhos pareciam evitar encontrá-la.

Ela, então, com uma voz cheia de riso, tentou aliviar a situação: "O nosso Dr. Franco é tímido."

Na verdade, ela também estava se esforçando para parecer à vontade, afinal, diante de todos, seu coração batia tão rápido que ela já não sentia que era seu.

Quarto de hospital de Glória

Depois de tomar o remédio, Glória ficou com vontade de comer doce e implorou para Noberto Alves ir comprar para ela.

No início, Noberto recusou, mas Glória começou a fazer manha.

"Eu só vou comer um, só um, dividido em três vezes, sempre depois do remédio, pode ser?"

"Tiozinho~"

Noberto não reagiu.

Glória o observou e mudou o jeito de chamar: "Dindo?"

Noberto hesitou por um instante, lembrando de um rosto delicado e bonito.

"Dindo, compra só um pra mim, vai, dindo."

Noberto se rendeu: "Tá bom, vou comprar pra você."

"Obrigada, tio."

Robson já havia avisado Glória para não chamar Noberto de "dindo" à toa, pois isso poderia trazer problemas para ele.

Mas Noberto, por outro lado, adorava ouvir Glória chamá-lo assim.

Por isso, Glória só usava esse termo quando queria pedir algo a Noberto, e sempre funcionava.

O quarto do hospital contava com uma cuidadora profissional.

Noberto pediu para a cuidadora entrar e ficar de olho em Glória enquanto ele saía para comprar doces.

A cuidadora sabia que Glória estava com pneumonia e perguntou se ela queria tomar um chá de pera quente.

Glória assentiu com a cabeça.

A cuidadora foi até a geladeira pegar uma pera fresca.

Glória, deitada na cama, brincava com sua câmera quando um senhor de terno entrou e, sem querer, apareceu na lente dela...

Os lábios finos formavam um traço severo, e os olhos escuros e profundos transmitiam um ar de indiferença e frieza.

Glória reconhecia aquele homem: era o pai de Chica, chamado Cristiano Lopes.

Ela abaixou a câmera e ficou olhando silenciosamente para Cristiano.

Ao entrar, Cristiano olhou ao redor do quarto.

Não viu Hera, nem Robson, apenas a cuidadora e a menina no leito.

A cuidadora perguntou: "O senhor é...?"

"Tio." Glória manteve a educação básica e se adiantou para cumprimentá-lo.

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