Não eram todos órfãos, sem família nem passado? Por que Hera conseguia recusar o casamento arranjado pelos pais com toda pompa e circunstância, mas ela não podia?!
Ela já havia perdido o coração, o corpo, e agora todos sabiam das notícias sobre ela. Qual família tradicional aceitaria alguém como ela?!
Rita voltou primeiro para o próprio quarto, logo depois foi para a cozinha.
Dona Evelise estava preparando um caldo para ressaca para Cristiano, cantarolando "Dias Felizes", com um humor radiante.
"Ah, é a Srta. Santos? Precisa de alguma coisa?"
Dona Evelise sorriu calorosamente para Rita.
Rita, porém, rangia os dentes por dentro, sentindo vontade de avançar e bater nela.
Normalmente, essa velha olhava para ela com desprezo. Quando soube que Cristiano queria casá-la, foi capaz de demonstrar satisfação na sua frente…
Por causa do próprio plano, Rita se forçou a aguentar.
Disse a Dona Evelise: "Eu venho preparar o caldo de ressaca, vá ver como está a Chica."
"A senhorita já foi dormir… Srta. Santos, se não tiver nada para fazer, é melhor descansar no quarto, amanhã terá que encontrar os dois rapazes."
Rita percebeu o tom irônico de Dona Evelise.
Abriu a torneira e jogou água no chão, forçando Dona Evelise a pegar o esfregão para limpar.
Assim que Dona Evelise saiu da cozinha, Rita despejou todo o pacote de remédios no caldo de ressaca.
Ela viu Dona Evelise servir o caldo para Cristiano.
Contando o tempo, após dez minutos, entrou descalça no quarto de Cristiano.
Da última vez, ela usara uma camisola igual à de Hera; dessa vez, estava vestida com a camisa de Cristiano.
O quarto estava escuro, apenas a luz tênue dos aparelhos inteligentes projetava sombras suaves pelo ambiente.
Cristiano sentiu algo estranho no corpo.
Em condições normais, não era possível que aquele sentimento crescesse tão rápido.

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