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Louca? Vocês Ainda Não Pagaram! romance Capítulo 34

Explodiu como um trovão.

Primeiro lugar entre os tópicos mais quentes.

Até os comentários já passavam de dezenas de milhares:

["Meu Deus do céu, esses dois são irmãos de sangue mesmo? Estão parecendo casal em lua de mel."]

["Por favor, que problema tem esse pouco de intimidade? Pra quê distorcer um sentimento puro de família? O autor desse post só quer arranjar confusão."]

["Você tá cego? Os dois parecem siameses."]

["Se for verdade, como fica a esposa legítima? Irmãos conspirando juntos pra inventar mentiras, zero vergonha, nenhum limite moral. Só enxergam o cafajeste traidor e a falsiane interesseira. Nunca mais compro nada da UltraIQ."]

["Repugnante demais, essa meia-irmãzinha de quinta categoria, tão venenosa que revolta qualquer um. Mereceu apanhar, e ainda foi pouco."]

Os comentários eram tantos que Hera não respondeu, apenas curtiu silenciosamente alguns.

Ela desligou o celular e pegou de novo o Sino da Boa Sorte na mão, com um leve sorriso nos lábios.

Esta noite, finalmente conseguiria dormir em paz.

Escritório do Presidente da UltraIQ.

Cristiano, irritado, soltou a gravata. Já havia gasto cinco milhões para limitar o alcance da conta da Hera.

Mas não esperava que o diretor de operações da rede social devolvesse os cinco milhões.

O motivo: ["Fazer isso é desumano demais."]

Cristiano não era nenhum novato no mundo dos negócios.

Sabia que alguém estava interferindo e suspeitou que talvez Hera tivesse feito uma denúncia formal. Pediu então para Xisto investigar.

Para sua surpresa, Hera não havia denunciado nada. Quem cuidou do assunto foi o assistente executivo do Grupo Astro.

O Grupo Astro era uma das maiores empresas do país, até do mundo, dominando quase todos os setores em que atuava.

A rede social também era um aplicativo do Grupo Astro.

O assistente executivo, Antônio Branco, vivia atarefado e nunca se importava com questões pequenas como controle de trending topics.

Se ele se envolvia, era por uma razão: o dinheiro não havia sido suficiente.

Antônio tinha má fama no meio empresarial: era visto como um corrupto hedonista.

Era braço-direito do chefão do Grupo Astro.

Só respeitava dinheiro, nunca pessoas, e não perdia nenhuma chance de lucrar.

Cristiano mandou Xisto transferir mais dez milhões.

O bloqueio durou apenas meia hora, logo o post voltou ao topo.

Parece que ainda achou pouco...

Rita saiu do hospital às pressas, caminhando com passos vacilantes até Cristiano.

"Irmão, eu não ligo pros comentários maldosos online. Daqui a pouco vou responder dizendo que perdi o controle, que sou muito apegada ao meu irmão, e que ele só sente pena de mim... Deixa que me xinguem, desde que não prejudiquem você ou a UltraIQ."

Cristiano ficou profundamente comovido, mais firme ainda em sua decisão de proteger Rita.

"Jamais colocaria você pra levar a culpa no meu lugar."

"Fica tranquila, a UltraIQ não vai se abalar por causa disso."

"Desculpa, irmão, talvez eu nunca devesse ter voltado do exterior."

Rita ainda se recuperava da doença, e o esforço para segurar as lágrimas era de partir o coração.

"Que bobagem é essa, volta pra casa. Quando tudo se resolver, vou ficar do seu lado."

"Tá bem, vou te esperar."

Quando limpou as lágrimas, o rosto de Rita mudou de expressão.

"Recuar para avançar", isso era algo que aquela cabeça-dura da Hera nunca entenderia.

Hera dormiu e, ao acordar, percebeu que o sino não funcionava mais.

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