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Louca? Vocês Ainda Não Pagaram! romance Capítulo 403

As três perguntas seguidas de Cristiano fizeram com que o coração dos dois afundasse instantaneamente, como se tivessem sido lançados ao fundo do mar.

Antes disso, Tomás já havia investigado Robson três vezes.

As informações obtidas eram sempre idênticas, como se tudo já tivesse sido preparado antecipadamente, à espera de alguém para consultá-las...

Do fundo, soaram algumas buzinas longas de carros.

Funcionários, posicionados em pontos elevados, observavam tudo através de binóculos.

Vários carros pretos avançavam com imponência, sem reduzir a velocidade, como se estivessem prestes a arrebentar as barreiras do local.

Quando faltavam apenas três metros, um dos funcionários apertou o controle remoto.

Assim que a cancela saltou para cima, os carros passaram zunindo, deixando para trás apenas um borrão indistinto para os que os acompanhavam com o olhar.

Pouco depois, em menos de vinte minutos,

um grande avião particular decolou, subindo cada vez mais alto.

No céu negro como breu, traçou uma linha prateada, aguda, que subia em diagonal.

Dentro do Bentley, ninguém mais ousou dizer uma palavra.

Consideravam-se grandes nomes de Cidade Luzeiro, mas, no máximo, tinham brincado de helicóptero.

A posse de um avião particular desse porte, avaliado em centenas de milhões de dólares, era algo fora do alcance deles.

Cristiano sentia a pressão subir. Será que Robson era mesmo aquele figurão do Grupo Astro?!

*

Só quando a cabeça bateu com força em algo duro, Hera finalmente despertou.

Sentiu o corpo flutuando, subindo e descendo.

Estava um pouco tonta e desorientada.

Tentou tocar o local ferido, mas percebeu que seus pulsos estavam presos por correntes de ferro ao assento.

O que havia acontecido?

Hera esforçou-se para lembrar.

Após estacionar o carro, fora abordada por três homens armados.

Usavam uniformes pretos e máscaras, mas, por já ter lutado com eles antes, deduziu que eram ligados ao pai de Robson.

Tentou por diversas vezes se livrar das correntes, sem sucesso. Então, manteve a calma e passou a analisar o ambiente ao redor.

Estava em um pequeno avião particular, com apenas oito assentos.

Incluindo ela, havia cinco pessoas a bordo.

Ouviu passos se aproximando e fechou os olhos, fingindo ainda estar desacordada.

A pessoa que se aproximou, ao perceber que Hera não acordara, voltou para a cabine da frente.

Hera abriu os olhos, prestando atenção à conversa entre eles.

"Depois de entregarmos a garota, vamos largá-la no aeroporto mesmo?"

"Sim. Foi ordem do velho."

"Ela é bonita de um jeito raro, tem uma presença marcante, parece inteligente também. O que ela fez para irritar o velho?"

"Não sei. De qualquer forma, se o Sr. Robson disse para seguirmos o velho, é isso que faremos. Se for para largar em País J, vamos largar em País J."

A mente de Hera explodiu.

País J. Ela não podia ir para lá. Caso contrário, recuperar a liberdade seria quase impossível.

Seus olhos sondavam cada um dos quatro homens de preto na cabine, enquanto sua mente trabalhava freneticamente em busca de uma saída.

Sua primeira frase teria que fazer com que os quatro hesitassem.

Após alguns segundos de reflexão, Hera engoliu em seco e, em alto e bom som, perguntou: "Esse Sr. Robson que vocês falam é o Robson mesmo?!"

Um dos homens estava pilotando, e os outros três se aproximaram de Hera.

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