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Louca? Vocês Ainda Não Pagaram! romance Capítulo 435

A segunda porta da sede do Grupo Astro.

Era preciso apresentar o convite, registrar o documento de identidade e passar pela inspeção dos pertences antes de continuar adentrando o local.

Cristiano não tinha convite, e os seguranças não o deixaram entrar.

Cristiano franziu a testa e disse: "Vocês não me reconhecem?"

O segurança sorriu e apontou para um canto discreto da parede.

Chica exclamou surpresa: "Aquele não é meu pai?"

Cristiano olhou na direção indicada, as pupilas se contraíram, e uma onda de fúria subiu em seu peito.

Quem tinha pendurado a foto dele na parede?

Ainda por cima, era uma foto em preto e branco, cercada por pequenas flores brancas coladas ao redor.

Tinha sido o Robson, não?

E ele, que ainda pensava em retribuir o cuidado de Robson com Glória, decidido a abrir mão de Hera e abençoar os dois...

Não imaginava que Robson ainda o via como rival, a ponto de desejar sua morte?!

Cristiano não era supersticioso, mas muito menos queria que algum infortúnio recaísse sobre ele por causa de uma maldição.

Foi até a parede e arrancou a foto.

De longe, Marcelo viu a cena, aproximou-se animado, deu leves tapas no braço de Cristiano e disse:

"Diretor Lopes, não se irrite, não se irrite, essa ideia foi toda deste velho aqui."

"Dizem por aí que ex bom é aquele que já foi... Imaginei que você viria, só quis te dar um lembrete, sem nenhuma má intenção!"

Sem má intenção usando foto em preto e branco? Sem má intenção cercado de flores brancas?

Cristiano não acreditava nas desculpas de Marcelo.

Não quis discutir com Marcelo sobre isso, afinal, ainda queria entrar para ver sua filha.

"Também não tenho má intenção, só me deixe entrar."

"Assim não dá. Você não tem má intenção, mas também não tem convite. Vire-se, siga em frente, procure a entrada principal."

Marcelo recusou Cristiano sem cerimônia.

Chica teve uma ideia na hora.

De repente, ela gritou: "Mamãe!"

Cristiano e Marcelo pensaram que Hera havia chegado e olharam ao redor.

Só então perceberam, ao baixar os olhos, que Chica estava usando o relógio infantil superinteligente no pulso para ligar para Hera.

O relógio estava no viva-voz, e a voz madura e suave de Hera pôde ser ouvida:

"Agora estou um pouco ocupada, aconteceu alguma coisa?"

Chica ouviu que Hera estava ocupada e foi direto ao ponto:

"Mamãe, estou aqui na sede da sua empresa, você está aqui também?"

"Estou."

"Posso entrar para te ver?"

Marcelo ficou de ouvido atento, curioso para saber o que Hera diria em seguida.

Após uma breve pausa do outro lado da linha, ouviu-se a voz aveludada de Robson:

"Chica, passe o telefone para o funcionário mais próximo de você."

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