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Louca? Vocês Ainda Não Pagaram! romance Capítulo 511

Através do reflexo no vidro da janela, o homem viu pela primeira vez a ansiedade em seu próprio rosto.

As sobrancelhas estavam fortemente franzidas.

Um peso oprimia seu peito; ele não queria que a mulher fosse embora...

Depois de alguns segundos, a janela finalmente baixou.

Ele viu que a mulher usava óculos de sol. Quando ela virou a cabeça, as lentes refletiram uma luz fria.

"Mais alguma coisa?", a voz de Hera era neutra, sem inflexão.

O homem tinha muito a dizer, muitas perguntas que esperavam por uma resposta.

As palavras chegaram à ponta da língua, mas se transformaram, involuntariamente, em preocupação por ela:

"O café da manhã está pronto. Por que não come antes de ir?"

"Depois de comer, você deveria... descansar um pouco."

Dirigir cansada era perigoso.

Se acontecesse um acidente na rodovia, as consequências seriam inimagináveis...

Hera respondeu: "Obrigada, mas não precisa."

Ela olhou para frente, tirou o pé direito do freio, e o carro começou a se mover lentamente.

O rosto do homem se contraiu em pânico, e ele começou a andar ao lado do carro.

Sua voz, já não tão calma e gentil, adquiriu um tom de urgência.

"Eu tenho perguntas para você... Nós nos conhecemos? E não estou falando sobre a ajuda financeira."

Hera pisou no freio.

A torrente de emoções quentes estava perfeitamente contida atrás dos óculos escuros.

O homem só conseguia ver a linha de sua mandíbula contraída, fazendo com que até a pele atrás de suas orelhas ficasse levemente tensa.

Sua garganta tremia sutilmente, como se ela estivesse engolindo algo duro, centímetro por centímetro.

Depois de um momento, a mulher finalmente disse: "Você se parece muito com uma pessoa que eu conhecia. Ontem, eu me confundi."

O homem não sabia se deveria acreditar naquela resposta.

A razão o alertou para fazer uma última pergunta crucial: "Por favor, diga-me o seu nome..."

Hera foi instantaneamente transportada de volta aos seus dezesseis anos.

Robson, caído em uma poça de sangue, também lhe perguntara seu nome, tão fragilizado e obstinado quanto agora.

Desta vez, Hera não respondeu.

Ela voltou o olhar para frente, soltou o freio, pisou no acelerador e partiu sem um momento de hesitação...

O homem reagiu rapidamente, virando-se para Neusa e dizendo: "Vou pegar um táxi para Cidade Luzeiro, volto logo."

Neusa correu atrás dele: "Espere... Felipe, você não pode ir para Cidade Luzeiro!"

O homem não reagiu, continuou correndo em direção à estrada.

Neusa gritou em desespero: "Ela não quer que você vá para Cidade Luzeiro!"

Só então o homem parou. Virou-se e olhou para Neusa.

Neusa se aproximou correndo, agarrou a roupa do homem e explicou:

"Ela disse para você não ir para Cidade Luzeiro... porque você se parece demais com o namorado falecido dela, e ir para lá só lhe causaria problemas."

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