Hera ficou em silêncio por um momento, olhou nos olhos de Teresa e disse:
"Quem é que sabe se ama ou não? O coração ninguém controla... Mas posso controlar as minhas pernas, não vou mais entrar naquela igreja."
~
Cristiano saiu da Escola Maçã Verde e, sem nem tomar fôlego, foi apressado para a empresa resolver pendências.
Na mesa do escritório, os papéis estavam empilhados como uma montanha, e Xisto ainda insistia para que ele participasse da reunião no Centro de P&D.
Ele sentiu saudades de Hera.
Se Hera estivesse ali, nada disso precisaria passar por ele...
Ao descer do carro e caminhar em direção ao hall principal, viu o carro de Tomás entrando.
Os dois ficaram conversando um pouco no jardim.
Tomás disse: "Você está realmente tenso, Cristiano. Aquele Robson, eu chequei de novo, não tem nada de especial."
"Ele morou na Alemanha mais de dez anos, saber cavalgar e atirar com arco é super normal, igual aqui no Brasil: qualquer criança joga futebol ou basquete."
Cristiano não se convenceu.
"Se é mesmo uma pessoa comum, por que ele conseguiu encontrar a Rita? Além disso, ele fez com que o dossiê da Dra. Cruz escapasse da nossa investigação, se escondeu perfeitamente."
Nem Tomás sabia explicar. Ele disse: "Robson e Margarida são médicos, conhecem muita gente. Vai ver têm algum amigo especialista nessas áreas?"
Cristiano ficou em silêncio. Não era impossível.
Mas o aparecimento de Robson já era como um quebra-molas no caminho de Hera voltar para ele, e não sabia até quando teria que esperar.
E faltavam apenas alguns dias para o fim do período de reflexão.
Tomás parecia ler os pensamentos de Cristiano. Bateu em seu ombro e disse:
"Calma... Amanhã eu falo com a Hera, dou um toque nela."
"Mas, Cristiano... não fique preso a uma só pessoa, há tantas outras flores nesse mundo."
Tomás apontou para o caminho do jardim.

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