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Mamãe, cadê o papai? romance Capítulo 69

Localizada em um penhasco rochoso na Ilha Jansu, uma mansão feita de tijolos e janelas com grades olhava o mar.

A mesma propriedade ficava a quilômetros de distância da quase deserta cidade na ilha.

A mansão era cercada de segurança, guardando a propriedade de hospedes indesejados. Era a casa mais bem protegida da ilha.

A ilha Jansu era conhecida por ondas altas e fortes, regularmente inundando a costa. Isso resultou em diversos pescadores perderem suas casas e eles foram deixando a ilha em busca outras de novas possibilidades. Os que ficaram moravam para dentro da mata, longe do mar.

Era uma das ilhas mais remotas do pais, e raramente se viam barcos por lá.

De dentro da mansão, um homem olhava pelas janelas fechadas, segurando um telefone nas mãos. Ele tinha cabelos pretos, um corpo esculpido, e pele bronzeada. Tinha cerca de 1.70 metros.

Seus braços tinham marcas de queimadura, sugerindo que ele havia sido exposto ao fogo alguns anos atrás.

O mesmo homem respirou fundo e falou ao telefone, “Catherine, certifique-se de que não está sendo seguida. Caso contrário, nós dois estamos correndo riscos. Temos que ser muito cuidadosos.”

“Eu não serei seguida, e para que o cuidado? Winfield já se divorciou de mim! Ele não liga para mim. Eu e minha filha não temos nada agora! Não temos outra escolha a não ser pedir sua ajuda! Não temos nenhum lugar para ir.” Catherine disse do outro lado da linha, “Te vejo em três dias.”

“Catherine, lembre! Ela é Elizabeth agora. Não faça confusão,” disse o homem. “E não desperte memórias antigas ”

“Tanto faz, Blake. Não se preocupe, terei cuidado.” Disse Catherine antes de desligar.

Depois de manter o telefone no bolso por algum tempo, Blake Taylor respirou fundo. Ele fechou os olhos e suspirou, “Eu espero que ela não me traga problemas.”

Se virando, ele pegou um vidro de remédios e saiu da sala, andando alguns metros opostos à onde ele estava antes. Ele parou em frente a porta de um quarto guardado por dois homens, um de cada lado da porta.

Ele se virou para o homem mais velho e perguntou, “Ela acabou o café da manhã?”

“Deve ter acabado, senhor. Faz quase duas horas que as criadas trouxeram a refeição dela,” respondeu o segurança.

Ele balançou a cabeça e bateu na porta, dizendo, “Elizabeth, estou entrando.”

“Um, tudo bem,” uma voz feminina respondeu.

Blake entrou no quarto apenas depois de ouvir uma confirmação.

Assim que ele entrou, ele escaneou o quarto e viu a mulher que ele chamava de Elizabeth. Ela estava sentada em sua pequena mesa de café, tomando café.

A mulher aparentava ter seus cinquenta anos. Ela tinha olhos bem azuis e cabelos dourados. Ela era pequena e sua pele bem clara.

Como Blake, ela tinha cicatrizes de queimaduras no braço e um pouco na bochecha. Mesmo assim, apesar das marcas no rosto, ela ainda era linda.

A mulher forçou um sorriso no rosto dela e perguntou, “Sim, Blake?”

Blake olhou para os pratos dela e sorriu. Ele disse, “É bom que esteja comendo. Mas deveria se alimentar melhor, Elizabeth.”

Isso fez Elizabeth se recostar. Ela disse, “Mesmo, essa é a primeira vez.”

“Bem, há uma primeira vez para tudo.” Blake respondeu.

Blake olhou em volta do quarto dela e disse, “Tenho coisas para fazer. Também tenho que me preparar para a chegada da nossa convidada. Então vou te deixar aqui repousando. De tarde podemos fazer nossa caminhada nos penhascos.”

Elizabeth concordou com a cabeça e respondeu, “Está bem.”

Blake não se demorou, ele se levantou e deixou Elizabeth, indo fazer seja lá o que ele tivesse para fazer.

Elizabeth, por outro lado, calmamente esperou Blake sair do quarto. Quando as portas fecharam, ela foi direto ao banheiro e se trancou lá. Ela foi até a privada e jogou as capsulas fora. Ela rapidamente deu a descarga para as pílulas irem embora e se sentou na tampa, fingindo que estava usando o banheiro.

Ela então saiu e descansou perto das janelas com grades. Ela colocou as mãos nas vistas enjauladas e olhou em volta.

Não havia absolutamente nada. Não havia casas, barcos flutuando perto dos penhascos. Até mesmo as águas em sua linha de visão tinham os homens de Blake patrulhando.

Ela fechou os olhos e murmurou, “Como eu um dia sairei daqui? Como?”

Uma lágrima rolou no rosto dela e ela pensou, “Faz tanto tempo...tanto tempo.”

Elizabeth não soube por quanto tempo chorou, mas ela acabou indo até a cama, se curvando em posição fetal. Ela abraçou o travesseiro e disse, “Minha pequena Sami, meu bebê. Eu sinto tanto sua falta...você está bem?”

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