Samantha foi para casa em uma tarde depois de ouvir de sua tia Diana que o pai dela havia levado Matilda para a mansão.
Winfield ligou para Samantha por diversas vezes, mas por causa do trabalho, ela não pôde atender suas ligações. Ele apenas deixou uma mensagem, dizendo que precisaria viajar por alguns dias.
Chagando nos jardins da mansão, Samantha encontrou Matilda com sua cuidadora, molhando as plantas com as crianças e as duas criadas.
“Mamãe! Vovó Matilda está aqui!” Anunciou Kenzie.
“Oi mamãe! Você veio mais cedo hoje?“ Kyle perguntou.
Com um sorriso, Samantha abraçou as crianças e deu um beijo em cada um. Ela disse, “Eu vim para casa porque vovó está aqui. E hoje, precisamos embrulhar os presentes porque já é quase Natal!”
“Oba! Eu quero embrulhar o do papai!” Kyle respondeu animado.
“E eu embrulho o da mamãe e o da vovó D e o da vovó Matilda!” Kenzie falou. “Você pode embrulhar os outros presentes, Kyle.”
“Vocês tão gostando de molhar as plantinhas?” Samantha perguntou.
“Sim, mamãe! Nós estamos quase acabando e então podemos embrulhar os presentes!” Disse Kenzie.
Enquanto as crianças estavam ocupadas ajudando as criadas, Samantha se aproximou de Matilda, dando um beijo na sua bochecha. “Vó, o que aconteceu? Eu adoro que fique conosco, mas por que tão de repente?”
“Sam, me escute.” Matilda pegou sua mão e disse, “Eu acho que seu pai está indo em uma operação. Ele pediu para que seus soldados de maior confiança fossem a mansão outro dia, e eu ouvi alguns deles dizerem que era uma missão secreta.”
“O que? Mas como ele pode deixar o posto dele assim? Ele já é o general. Por que ele iria em uma operação na idade dele? E faltam apenas cinco dias para o Natal!” Samantha protestou.
“Eu não sei, Sam. Ele não está me falando nada,” respondeu Matilda. “E eu acho que ele vai sair antes do final da tarde.”
“Não.” Samantha rangeu os dentes.
Ela imediatamente tentou ligar para o pai, mas o celular estava fora de serviço.
Se virando para Matilda, ela disse, “Vó, eu vou procurar meu pai. Você se importa de ficar com as crianças enquanto vou até o acampamento?”
“Claro, Sam.” Com preocupação no rosto, Matilda disse, “Espero que consiga convencê-lo a ficar.”
“Eu vou tentar, vó. Eu vou tentar.”
Ordenando Edgar a leva-la ao acampamento militar, ela continuou tentando ligar para o pai. Mas continuava sem resposta. No banco de trás do carro, ela murmurou, “Pai, onde você está?”
Apenas então Edgar disse, “Sra. Wright. Connor está fora ajudando seu pai. Pelo que sei...eles estão em um helicóptero se dirigindo para a base militar mais próxima.”
“O que?” Perguntou Samantha. “Então devemos ir diretamente para os heliportos.”
***
Em uma sala segura do acampamento militar Fort Eagle, o general Winfield Davis reuniu sete dos seus homens de maior confiança.
Todos estavam vestidos em trajes de combate militar e armados.
Winfield gritou para todos escutarem, “Escutem. Essa é uma missão pessoal. Eu chamei vocês como amigo, não como superior. Eu já expliquei a vocês o que precisamos fazer.”
Ele olhou nos olhos dos homens e disse, “Eu quero ter certeza que vocês estão dispostos a ir comigo, sabendo que isso não é uma operação oficial.”
“Assegurem-se de que serão recompensados pelos Wright,” Connor, o amigo de infância e segurança de Ethan disse.
“O que está acontecendo, pai? Você tem que me dizer!” Samantha exigiu.
Winfield segurou Samantha pelos braços e disse, “Sam, é uma missão muito importante que eu preciso ir. Algo que eu mesmo preciso fazer. Eu não posso aceitar erros. Sinto muito, mas tenho que ir.”
De repente, Samantha começou a chorar, vendo os motores dos helicópteros funcionando. Ela disse alto, “Pai, eu só tenho você! Pai! Por favor, não vá!”
Winfield sentiu uma faca perfurar seu coração, vendo o medo nos olhos da filha. Ele ia olhar para o outro lado, mas vendo como ela chorava, acariciou o rosto dela e disse, “Sam.”
“Eu prometo, eu vou voltar.” Ele tentou brincar um pouco e disse, “eu passei por coisa bem pior no Oriente Médio...tiroteio interminável. Isso não é nada...”
“Pai, você já tem cinquenta anos. Você está brincando comigo? É diferente.” Samantha insistiu, tentando bloquear o caminho do pai. “E o que Connor tem a ver com isso?”
“Sam, eu realmente preciso ir, mas eu te prometo. Te prometo que voltarei. Eu tenho que ir nessa operação.” Ele secou as lágrimas do rosto dela e disse, “Ver você chorando por mim me dói considerando o que fiz você passar, mas se essa missão der certo,” ele sorriu e terminou, “seremos uma família feliz.”
“O que quer dizer?” Samantha parou de chorar enquanto perguntava, cruzando os braços sobre o casaco.
Com um sorriso fraco, Winfield respondeu, “Eu te conto quando eu voltar e Connor está junto para ajudar com algumas conexões que Ethan tem na costa leste.”
Samantha não conseguia esconder o desapontamento. Seu marido aparentemente sabia da viagem de seu pai, mas não havia contado a ela.
“Não fique brava com Ethan. Eu pedi que ele não te contasse.” Uma última vez antes de sair, Winfield apertou a bochecha de Samantha e prometeu, “Eu vou voltar, Sam. Eu prometo que estarei aqui para o aniversário das crianças.”
Mesmo sabendo que seu pai era muito bom, Samantha também sabia que havia bastante tempo que ele não saia em campo. Ele deveria ser o general. Sua função era tomar decisões chave e planejar operações, não lutar a batalha em si.
Enquanto via os helicópteros decolarem, mais lagrimas rolaram do seu rosto. Ela engasgou antes de dizer, “Tome cuidado, pai. Por favor, tome cuidado.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Mamãe, cadê o papai?
Meu Deus o livro estava concluído gente cadê o restante...
Cadê o fim!...