Suspirei desesperada, sabendo que teria que enfrentar o Beta Lancelot sozinha, e após vagar sem rumo, finalmente voltei para minha casa temporária. Estacionei o carro em frente à casa da matilha e entrei, sentindo como se estivesse caminhando para a própria ruína a cada passo que dava em direção ao escritório. "Rafaela, você vai confrontá-lo sobre o vínculo de companheiros?" Jeannette me perguntou.
"Não vou falar sobre isso a menos que ele toque no assunto, Jeannette."
"Mas você sabe que ficarei cada vez mais fraca se ficarmos muito tempo longe dele, não sabe?" Suspirei, assentindo com a cabeça.
"Sei o que vamos passar por causa da minha decisão, Jeannette. Mas não estou pronta para ser rejeitada de novo, ainda." Ela bufou.
"Por que você é sempre tão negativa? Nunca saberemos se ele gosta de nós ou não se não falarmos com ele. O que acha de manipularmos a mente dele para fazê-lo confessar o que realmente sente por nós?" Jeannette sugeriu, e eu fiquei apavorada.
"Não me faça fazer isso na frente de ninguém, Jeannette. Você sabe o quão perigoso seria se alguém soubesse do que somos capazes." Eu a repreendi com o coração palpitando, sem saber como me acalmar, parecia que estava caminhando sobre uma camada fina de gelo desde que chegara à matilha.
"Tudo bem, faça o que quiser!" Ela disse, cortando a nossa ligação mental, e eu balancei a cabeça diante do seu comportamento, antes de levantar a mão devagar e bater à porta.
"Entre!" Uma voz profunda e sensual respondeu, e eu abri a porta e entrei no escritório, hesitante. Zicon estava ocupado com alguns documentos e nem sequer levantou a cabeça para me olhar.
"Beta Lancelot, tenho algo para falar com você." Chamei sua atenção, e ele olhou para mim curioso, largando todos os papéis e se reclinando na cadeira. "Eu... hum, quero alugar uma loja na cidade para começar o meu negócio, e o Alfa Alison me disse para conversar com você sobre o assunto." Entreguei o papel que o Alfa havia me dado e, após ler o documento por uns bons quinze minutos, ele o colocou na mesa e assentiu com a cabeça.
"Tenho um local disponível a poucos quilômetros do restaurante, mas está em péssimas condições no momento..."
"Sem problemas, posso consertar tudo, Beta." Eu o interrompi, e ele semicerrou os olhos, fazendo-me fechar a boca na mesma hora.
"Podemos assinar a papelada amanhã." Assenti ansiosa, sem saber como conseguira um lugar tão rápido, mas não queria testar ainda mais a minha sorte, então agradeci-lhe e disse que voltaria para resolver as pendências no outro dia.

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