— O quê? — perguntou Arthur.
— Hoje é a Gala de 100 Dias da Maya adotada pelo Prof. Simão. Eu disse que iria junto. Não seria bom cancelar na última hora. — Alana sabia que Arthur também iria. Em vez de inventar uma desculpa, preferiu dizer a verdade.
— Deixa eu entender: você prefere ir ao banquete de uma criança que não conhece do que cuidar do contrato mais importante, que envolve três multinacionais? É isso mesmo? — Arthur a observou calmamente e falou sem rodeios:
— É difícil de acreditar que essa decisão saiu da boca de alguém que trabalha para mim há três anos.
Alana sabia que Arthur estava menosprezando ela.
Ela também sabia como a parceria com o Sr. Ritter era difícil de se conseguir.
Na época, Arthur a levou ao hospital pessoalmente para fechar o negócio. Ela havia lido o projeto, e ele o conduziu sozinho.
Tudo isso para expandir a colaboração entre a Valente Tech, o Grupo Campos e a empresa de saúde do Leste Europeu de Vitor Rossi. Eles queriam refinar a tecnologia em parceria com outros países para deixá-la impecável.
Mas aquele não era o banquete de uma criança qualquer. Era sua própria filha!
A Gala de 100 Dias da Maya só aconteceria uma vez.
Porém, trabalho era trabalho, e a vida privada era outra coisa. Realmente não dava para misturar os dois.
Naquele momento, Alana sentiu as dificuldades e os dilemas que muitas mães sofriam no mercado de trabalho.
— Eu vou fazer uma ligação. Só me envie o endereço. — Alana se virou e foi para o escritório.
Henrique achava que ela estava quase saindo, mas não era o caso.
Ele, que também liderava uma empresa, ouviu tudo sem poder argumentar contra.
Ainda assim, ele perguntou: — Você vai sozinha?
Alana concordou: — Sim, eles pediram a minha presença.


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