Isabella respondeu com muita confiança e firmeza: — Não, mas está tudo guardado na minha cabeça. Conheço bem os dados relevantes e a lógica de todos os aspectos, sem problemas.
Alana, ao lado, não esperava que Isabella dissesse isso.
Isso equivalia a vir negociar uma cooperação, não a fazer uma apresentação no palco. De que adiantava guardar apenas na própria cabeça?
Era preciso apresentar tudo para a outra parte analisar.
Ao fazer uma defesa de tese, antes de subir para falar, ainda era necessário deixar uma cópia nas mãos dos professores.
Henrique também ficou surpreso e não pôde deixar de sussurrar para Alana: — Que pessoa esquisita!
Alana apertou os lábios em silêncio e olhou para Arthur.
A expressão de Arthur era indiferente, parecendo aprovar muito Isabella.
Talvez Isabella realmente tivesse essa habilidade. Afinal, parte do processo para se tornar aluna era demonstrar sua competência para o professor, não é mesmo?
Isso também era um ponto extra para se tornar um discípulo.
Alana olhou seriamente para Isabella, sem nenhum traço de desprezo ou presunção nos olhos.
Apenas Arthur estava bastante ocupado. De repente, surgiu um assunto de trabalho e ele teve que sair para atender uma ligação.
Antes de sair, ele olhou para Isabella: — Você consegue ficar sozinha?
Isabella sorriu e disse: — Não tem problema eu ficar sozinha. Pode ir resolver suas coisas, depois eu te procuro.
Assim, Arthur acenou para Simão e saiu.
Eles também observaram essa cena.
E quando Arthur saiu, ele não olhou para Alana em nenhum momento, como se ela não existisse, ou melhor, como se não a conhecesse.

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