O tom sarcástico de Henrique não irritou Bento.
Apenas, ele olhou para Alana, ficou em silêncio por um momento e disse: — Vamos alinhar a parceria. Eu mesmo testei o software, o banco de dados e o banco de patologias são muito completos, foi feito com muito esforço, muito abrangente. Quando for lançado, certamente trará lucros e prestígio.
Henrique deu um sorriso, convidou Bento para sair e começou a repassar os procedimentos com ele.
Bento ouviu Henrique explicar o projeto. Ele dominava tão bem todos os pontoschave do software que parecia ter sido ele quem o desenvolveu. Isso reforçou a convicção de Bento de que não tinha sido Alana a autora do trabalho.
Alana trabalhava como assistente no Grupo Campos antes. No setor de tecnologia, especialmente na área de tecnologia médica, ela era, afinal, uma leiga.
Era impossível criar um software médico com resultados tão surpreendentes em tão pouco tempo.
Ele não desmascarou nada disso.
Já que diziam que foi a Alana quem fez, então Henrique certamente também estava apoiando Alana.
Não importava o motivo, se o propósito e a intenção original dele e de Henrique eram os mesmos, então não importava.
O poder e a influência de um homem, se não fossem usados em lugares como esse, onde mais seriam usados?
Ao sair, Bento olhou para Alana.
Alana achou que ele diria algo, mas Bento apenas a olhou por um longo tempo e disse apenas uma frase: — Descanse bem, eu já vou.
— Eu vou, obrigada pela preocupação, Sr. Cavalcante. Vá com cuidado, não posso te acompanhar. — Alana assentiu.
— Hm... descanse bem. — Bento assentiu e se virou.
Henrique não sabia o que Bento estava tramando, só achava aquele cara muito estranho.
Ele não contou a Alana que a família Paiva queria trazer Lorenzo para pedir desculpas e já haviam contatado ele. Apenas disse: — Descanse um pouco, eu vou acompanhá-lo até a saída.

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