O salão de banquetes ficou em silêncio instantaneamente.
Dona Helena apertou a mão inconscientemente, se Arthur voltasse atrás agora, então... tudo ainda teria jeito.
Mas ela apenas o viu caminhar até Alana e acenar com a cabeça: — Vamos.
O olhar de Alana parou por um instante, virando-se para Dona Helena na mesa principal.
Ela começou a andar para a frente, e Arthur a seguiu logo atrás, com passos firmes e uma expressão mais do que normal.
Não muito longe, Isabella apoiava a cabeça em uma das mãos, assistindo à cena com um sorriso impotente.
Felipe se aproximou de Isabella e a chamou em voz baixa: — Isabella...
— Não é nada, a saúde de Dona Helena não é boa, Arthur está fazendo isso para ela ver, só para agradá-la. — Isabella abaixou a mão e sorriu, sem se importar nem um pouco.
Além disso, ao se tornar família, Alana não poderia continuar ocupando a posição de Sra. Campos que não lhe pertencia.
— Arthur tem os motivos dele para fazer isso, e ele agir assim... é tudo pelo nosso futuro, depois te explico melhor quando tivermos chance.
Felipe assentiu, mas seu olhar para Alana ganhou um pouco mais de aversão: — Não tem habilidade nenhuma e ainda finge, agora conseguiu subir na vida. Só não sei se, quando você se casar com o Arthur, vai ter que aturar desaforos dela. Mas o Arthur te protege, ela não vai ser arrogante por muito tempo.
A implicação era que, se Dona Helena falecesse, Alana estaria acabada.
Isabella apenas sorriu, mas ao desviar o olhar, viu que Bento mantinha os olhos fixos em Alana.
Ela franziu a testa, mas também entendeu que Bento estava insatisfeito por ela, e por isso olhava para Alana com aquela expressão pesada...
Nesse momento, Alana chegou ao lado de Dona Helena.
Dona Helena olhou friamente para Arthur ao seu lado: — Ainda bem que o ricaço da nossa família me deu esse prestígio, achei que você não viria, que não queria fazer isso.
— A senhora já me ameaçou com a própria vida, como o seu neto não ousaria voltar? — Arthur sorriu ao pegar o Registro Genealógico dos Campos das mãos de Dona Helena, demonstrando paciência e sorrisos infinitos apenas para ela.
Quando ele levantou a mão, prestes a pegar o pincel oferecido pelo garçom, o peito de Dona Helena apertou.
De repente, ela levantou a mão e segurou o pulso de Arthur, falando com a voz carregada de emoção: — Arthur... Arthur, quando você assinar seu nome nesse livro de registros, ela vai ser da sua família, vai ser a sua irmã.

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