— Certo. — Alana assentiu levemente, sem responder muito. Ela não queria ter muito contato com alguém como Felipe.
Portanto, ela aceitaria o presente de desculpas e depois poderia doá-lo, dependendo da situação.
Dessa forma, também seria uma maneira de traçar limites, sem que ninguém devesse nada a ninguém.
— Sr. D'Avila, espere, deixe um contato antes de ir. — Henrique viu que Felipe ia embora e o chamou.
Felipe ergueu uma sobrancelha: — Sr. Valente, a sua mudança de atitude me faz pensar que você poderia ser ator.
Longe de ficar com raiva, Henrique falou com muito bom humor:
— Não, eu só acho que nós poderíamos nos tornar bons amigos, afinal, temos um ponto profundo em comum: odiamos "terceiros". Eu tinha um amigo que também odiava terceiros, mas ele era o cachorrinho de uma terceira pessoa, arriscando a vida por ela, e depois oprimia a esposa legítima, confundindo a esposa legítima com a terceira pessoa e atacando-a. Você não acha isso engraçado?
Felipe acabou adicionando Henrique. Ele havia voltado ao país há pouco tempo e precisava de alguns contatos. Henrique era especialmente bom na área de desenvolvimento tecnológico.
Quanto a se tornarem amigos, isso provavelmente seria impossível.
Mas...
— Onde existe um homem tão patético e estúpido, e ainda por cima é um bom amigo do Sr. Valente? Sr. Valente, a qualidade dos seus amigos é um pouco baixa. — Felipe riu com desdém.
Henrique não pôde deixar de aplaudir: — Tsc‑tsc! A palavra "patético" foi usada com muita precisão! Outro dia eu te apresento a ele.
Na verdade, Henrique queria mandar ele se olhar no espelho.
Felipe achou aquele Henrique estranho.
Dizer que Alana era a terceira pessoa, mas parecia que não era bem assim...

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