Alana sabia que ele estava insinuando a questão da "depressão pós-parto".
Mas Alana achou aquilo extremamente ridículo.
Antes, quando o coração e os olhos dela eram só para ele, ele a ignorava.
Agora que ela decidiu se divorciar dele, ele de repente se importava com ela...
— Eu sou uma adulta, se eu sentir algum desconforto, eu mesma procuro um médico. Obrigada pela preocupação, Sr. Campos. Se houver algum assunto de trabalho, é só falar, vamos focar nos fatos. Eu não misturo sentimentos pessoais com o trabalho, e você sabe disso. — Depois de falar, Alana fez uma leve reverência e saiu primeiro, muito distante.
Ela ainda precisava buscar o remédio para Dona Vitória.
Arthur não disse mais nada e entrou no escritório de Dona Vitória.
Dona Vitória estava sentada à mesa, lendo o verdadeiro relatório médico de Alana, ignorando Arthur e deixando-o esperando.
Arthur não se irritou, ficou de pé ao lado com a expressão normal, sem se sentar.
Não se sabe quanto tempo passou, Dona Vitória fechou o relatório e olhou para ele: — Você foi bem lidando com o Grupo Valadão desta vez. Foi você que bateu no Dante?
A expressão de Arthur era normal: — Eu não encostei nele.
— Fale a verdade para a Vovó. — A voz de Dona Vitória ficou um pouco mais pesada.
Arthur continuou dizendo: — A verdade é que eu não encostei nele.
Dona Vitória franziu a testa, olhando para ele: — Então quem bateu? Você não tocou num fio de cabelo dele do começo ao fim, e ele ficou daquele jeito?


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