— Mas, irmão Fábio, sua carreira está no auge. Participar de um reality de namoro não vai te prejudicar?
— Claro que vai. — Fábio respondeu distraidamente, folheando os esboços de Bruna. — Quando eu entrar no reality, com certeza vou perder muitas fãs que sonham em ser minhas namoradas.
— Então por que você vai?
— Eu sou um ator, não uma celebridade de momento. Namorar e casar não me afetam tanto.
Digno de um astro de cinema. Havia autoridade em suas palavras.
Bruna captou as palavras-chave e, com um brilho nos olhos e um sorriso malicioso, olhou para Fábio.
— Namorar? Casar? Irmão, por acaso tem alguém que você gosta nesse reality?
— Sim. Senão, por que eu participaria dessa bobagem?
Ele admitiu assim, sem mais nem menos?
O espírito fofoqueiro de Bruna estava em chamas.
Ela se aproximou de Fábio.
— Qual o nome da minha futura cunhada? Como vocês se conheceram? Você ainda não a conquistou, né? Como planeja fazer isso?
Vendo o entusiasmo de Bruna, Fábio não fez muito mistério.
— Enquanto eu não a tiver conquistado, não vou te contar quem é. Maninha, vim te procurar esta noite para pedir uns conselhos.
A mente de Bruna trabalhou rápido.
— Você quer me perguntar como conquistá-la?
Fábio assentiu seriamente.
— Mas eu nem a conheço, como posso te dar ideias?
— Não precisa de ideias. É que eu preciso comprar um presentinho para ela. Quando você tem tempo? Poderia ir às compras comigo?
— Mas esta semana estou um pouco apertada...
Bruna tinha acabado de aceitar uma encomenda que exigia não apenas o desenho, mas também a confecção da peça em uma semana. O tempo era curto.
— Sem problemas, esta semana também não tenho tempo. Quando terminar suas coisas, me avise, e eu arranjo um tempo para irmos juntos.
— Combinado.
Fábio soltou um longo suspiro de alívio e, olhando para Bruna, comentou:
— É tão bom ter uma irmã!

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